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26 de mai de 2011

Encontramos na net

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Estudando um pouquinho mais o figurino de Cordel Encantado (novela da TV Globo) descobri esta saia feita através de uma técnica chamada Nhanduti.
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A renda Nhanduti ou Tenerife é uma categoria de renda difundida nos países latino americanos pela dominação espanhola e que teria alcançado o Brasil especialmente através do Paraguai. 
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A origem do nhanduti, diz a lenda, está ligada a uma inconsolável indígena cujo amado desapareceu no dia do casamento. Ao achá-lo morto na selva fechada, ela se abraçou ao seu corpo, velando-o toda a noite. Ao amanhecer, a luz do sol mostrou que o guerreiro morto estava coberto por um belo manto de teias tecido pelas aranhas. A noiva buscou fios e agulhas e, copiando o trabalho das aranhas, teceu para o amado uma deslumbrante mortalha, criando a primeira peça de nhanduti.
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Uma trama radial é montada pela rendeira sobre um bastidor onde o desenho final vai se definindo conforme a variação de pontos básicos executados sobre ela. É conhecida também por renda do sol porque os vários motivos são tecidos sobre a trama que parte de um centro, assemelhando-se a uma teia de aranha, que é o significado do seu nome paraguaio (na língua guarani), “ñanduti”. Um grupo de pessoas se reuniu durante 3 meses no APA – Espaço Cultural para somar experiências e o conhecimento de cada um, resgatar e não deixar morrer a arte da renda Nhanduti.
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Nosso comentário:
Cris Vieira no delicioso blog Diário do Figurino descobriu uma saia da personagem da novela feita em nhanduti ou renda tenerife. Como vemos na foto, feita com módulos grandes, sextavados e com linha grossa (provavelmente linha Clea). Exatamente da forma como fazíamos no início de nossa pesquisa sobre a técnica. 
E os parágrafos acima, com exceção do primeiro, também são da fase inicial da nossa pesquisa. O grupo e a proposta do NHANDUTI DE ATIBAIA começou exatamente dessa forma em 2005, quando reunimos  interessados e interessadas algumas tardes de sábados na APA-Associação dos Artesãos de Atibaia para, juntos, descobrirmos como era feita a tecelagem já praticamente esquecida. O texto da lenda do nhanduti desde então e até hoje está na web (AQUI) e já ilustrou muitos comentários sobre a renda, o que continua a nos orgulhar, especialmente quando olhamos nosso caminho e aonde nossa pesquisa nos levou. Chegamos à renda sol, como a renda era feita e conhecida no início do Sec.XX.

Saiba mais sobre o projeto RENDA SOL
clicando AQUI.
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toalha de bandeja renda sol
toalha de bandeja (fio Cléa)
Clique sobre as fotos para aumentá-las e ver as diferenças e as possibilidades da  técnica.

8 de mai de 2011

OUTRAS PRÁTICAS


Luisa Ferreira é artista plástica e utiliza a cultura e o imaginário da tradição

zuliana em sua obra. A Zulia é o Estado (Departamento ou Provincia) da Venezuela em que se situa a cidade de Maracaibo, na margem do grande lago do mesmo nome.
Os soles de Maracaibo (dos quais falei AQUI) e a sua forma de tecelagem estão presentes na obra da artista.  
Conheça seu blog clicando AQUI.



AQUI v. acessa um artigo sobre as várias
tecelagens da Venezuela

27 de mar de 2011

Apareceu na e-bay inglesa

 ANTIQUE TENERIFFE LACE WHEEL & CUSHION - BRIGGS PATEN







An antique Briggs Patent Teneriffe lace maker's brass wheel on its original green baize cushion. The wheel is fixed to the cushion with pins and is engraved with the words:
Briggs Patent Teneriffe Wheel
This unusual piece is in good condition with a few small holes in the green woollen fabric cushion. It measures 4.25 inches (11 cm.) square and the brass wheel measures about 2.2 inches (5.5 cm.) across.

Fonte: eBay

12 de mar de 2011

Renda de Agulha no Brasil: renda renascença




A renda Renascença tem alguns centros de produção relevantes na região nordeste do Brasil. Um deles, em Jataúba, no Estado do Pernambuco, foi incentivado pelo Artesanato Solidário.

Fonte: o site Omi Rendeiro abriu o blog Renda de Agulha dedicado apenas renda renascença e à renda irlandesa feita no Brasil.

8 de jan de 2011

Queimação das Palhinhas do Presépio



Símbolo do encerramento do ciclo das festas do Natal no Norte e Nordeste do Brasil, a queimação de palhinhas em louvor ao Menino Jesus é uma cerimônia realizada a cada início de ano, a partir do dia 6, Dia de Reis, quando se desmonta o presépio.

  

A amiga Marta Mursa realiza a festa tradicional no bairro em que mora em S. Paulo, no Butantã, na região conhecida como Morro do Querosene. Este ano seu presépio multicultural ganhou mais uma peça da cultura latinoamericana: uma toalhinha de renda sol que também serviu para embalar o Menino Jesus.
Quer saber mais desta desta tradição: clique AQUI
e AQUI.