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4 de set de 2018

Coleção Roquette-Pinto de Renda Nhanduti transformou-se em cinza.

" ... quando perdemos um museu como esse, perdemos também uma parte importante e valiosa da nossa capacidade de imaginar outros mundos. Afinal, é disso que trata a antropologia, falamos, analisamos e descrevemos outros mundos. E, com isso, alargamos a nossa capacidade imaginativa de querer, sonhar, imaginar e construir modos diversos de estarmos vivos."

fonte: Isabela Oliveira facebook de 2/09/2018



Incêndio no dia 2/9/2018 queimou a quase totalidade daos 20 milhoes de peças do Museu Nacional 


Edgard Roquette-Pinto foi autor do primeiro estudo sobre a Renda Nhanduti de que se tem notícia. Foi médico legista, professor, escritor, antropólogo, etnólogo, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras

Seguindo os caminhos dos primórdios da Antropologia, Roquette-Pinto conheceu o interior do Continente Latino Americano ao ser designado pelo Museu Nacional, nas décadas iniciais dos 1900, para,  seguindo o caminho percorrido pelo Mal. Rondon ao mapear as fronteiras telegráficas brasileiras, coletar material para o acervo do Museu. Esteve também ligado à Universidade de Asunción, onde trabalhou por 4 anos.

Do circuito e convívio, além do material coletado que integrava a bela coleção etnográfica do Museu Nacional e da obra literária que colaborou para perpetuar a missão de Rondon, trouxe ele uma pequena coleção de Renda Nhanduti, elaborando o primeiro estudo sobre a Renda trazida do Paraguai de que se tem notícia.

O foco do estudo de Roquette-Pinto é a simbologia adotada pelas rendeiras nos padrões que os módulos da renda passam a estampar, catalogando os motivos adotados por essa população "criolla". 

A tecelagem, que em sua origem canária é básicamente floral, passa a ter desenhos da fauna, da flora e do mundo circundante nas suas tramas. O texto "Notas sobre o Ñanduti do Paraguai" foi publicado pelo Boletim do Museu Nacional em 1927.

As fotos anexas, quase furtivas, do momento em que as peças eram tiradas das caixas, foram as únicas que me foram autorizadas fazer na visita ao acervo que fiz há cerca de 5 anos atrás quando solicitei consultar a coleção de Roquette-Pinto! 

Agora a coleção de Renda Nhanduti virou cinza juntamente com quase 20 milhões de peças do mais importante Museu da América Latina no incêndio de 2 de setembro. E sequer boas fotos da coleção restaram!

Fica o relato para registrar minha tristeza e, principalmente, registrar a existência deste acervo que se perdeu. Até porque talvez que eu seja a única pessoa nesse país que vai se lembrar dele entre tanto que se perdeu.





6 de ago de 2018

Breve: PORTAL NHANDUTI DE ATIBAIA.


Você sabia que a ong NHANDUTI DE ATIBAIA tem um
 MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE  ?

Acesso para esse e mais outros sites contendo mais de 10 anos de pesquisa e resgate da
Renda Tenerife conhecida também como Nhanduti através do 
PORTAL NHANDUTI DE ATIBAIA 
em breve!

3 de jul de 2018

BIOLACE !!!!

Voce comeria um morango de um pé que também lhe deu seu pretinho básico?


Would you eat a vitamin-rich black strawberry from a plant that has also produced your little black dress?


fonte: http://thisisalive.com/biolace/

1 de jul de 2018

DIA INTERNACIONAL DA RENDA 2018

Unidos pelo Fazer Renda Artesanal!
Rendas de Trama Radial: Renda Tenerife ou Nhanduti no Brasil.
SAUDAÇÕES!

29 de mar de 2018

ARTESOL LANÇA PORTAL DO ARTESANATO BRASILEIRO


Artesãos e mestres de comunidades tradicionais que produzem artesanato no Brasil ganharam um portal para expor seus trabalhos, trocar experiências e profissionalizar o setor. A nova plataforma, lançada em São Paulo, faz parte da Rede Artesol – Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro e foi financiada com incentivos fiscais da Lei Rouanet.



A Rede é uma iniciativa da organização social sem fins lucrativos Artesol – Artesanato Solidário, de São Paulo (SP). A coordenadora-geral do projeto, Josiane Masson, diz que a Rede e o portal são tentativas de superar a histórica fragmentação e desarticulação do setor. "A ideia é conectar pessoas, histórias e territórios. A gente queria mostrar o quanto o artesanato é belo na sua simplicidade", afirma Josiane.

A seleção dos 126 grupos foi resultado de pesquisa em 24 unidades da federação – apenas Roraima, Rondônia e Amapá ficaram de fora. A Artesol mapeou as cadeias produtivas em que os grupos estão inseridos, identificando lojistas, espaços culturais e entidades que apoiam o setor.

                                                     

De início, foram selecionados 126 grupos e associações de artesãos, para divulgação no portal. Como numa rede social, cada grupo tem a sua página, com fotos e informações sobre a comunidade e o artesanato produzido, com dados de contato, como telefone e e-mail dos respectivos grupos. A própria plataforma também permite o envio de mensagens, o que poderá abrir caminho para a comercialização de obras.

O portal contém ainda seções com conteúdo sobre o que é artesanato e orientações para comerciantes que atuam no setor, com foco no combate ao trabalho infantil, na promoção da igualdade de gênero, no uso sustentável dos recursos naturais e na remuneração justa dos trabalhadores. Há também uma espécie de código de conduta para quem comercializa obras de artesanato: "A gente não quer atravessadores, pessoas que explorem os artesãos." Um blog divulga iniciativas de artesãos e apoiadores do setor.

O portal está aberto a outros mestres e artesãos, mas estabelece critérios de seleção. Josiane diz que somente serão aceitos grupos de comunidades tradicionais, já que se trata primordialmente de um projeto cultural com o objetivo de fortalecer as raízes do artesanato brasileiro.



FONTE: http://www.cultura.gov.br
               http://www.artesol.org.br/

11 de ago de 2017

A talk about RENDA BRASILEIRA with S.Sassaoka



Marcos Mussi - RENDA BRASILEIRA

A talk to researcher and producer Silvia Sasaoka about lace in Brazil . At that time, June, 2013, there was a exhibit named RENDA BRASILEIRA at SESC/Belenzinho, Curator Renato Imbroisi.

fonte : craftcouncil.org

- Can you tell me a little bit about Brazilian lace? 
Laces are a secular tradition in Brazil that passes from mother to daughter. Learning starts early, between 6 and 12 years old. The girls - and boys, more rarely - learn by observing the everyday work by lace makers in their family and neighborhood. Researchers say that laces arrived in Brazil with European settlers and different techniques for incorporating it came with the different flows. Although the techniques practiced today in Europe stem from the fifteenth and sixteenth centuries, the story of the airy stitches techniques goes back to ancient Eastern cultures. Some researchers identify their origins in the Iberian Peninsula as a legacy of the Moors. Others point to the influence of eastern macramé. And there are those who express their indigenous roots as one of the basic techniques.

There is no doubt that there is a link between laces and the fishing nets, particularly in Brazilian coastal regions, woven mostly by the fishermen’s Marcos Muzi Image Gallery wives. The first laces were introduced by the European techniques in Brazil through the Azores Islands from Portugal.

There are several techniques that have developed, and they basically fall into two major groups: bobbin lace and needle lace, which are subdivided into many variants as Renaissance or needle laces, Irish Laces (a variety of needle laces differing from material), frivolité laces (tatting), nanduti (Tenerife), and filet laces (embroidery on cotton thread of fishermen’s net technique).

- How has this lace tradition moved into current times? 
In ancient times, laces were made of linen and silk yarns, and nowadays cotton thread it is mostly used. Before industrialization, laces represented an investment activity that helped support the family.
But, with the mass production of industrialized laces, the craftsmen lost their space in market. Today in Brazil, lace maker’s daughters and other girls resist doing the most time consuming work by hand, with so many other available jobs. But the story of laces grows in circles, like the stitches in the air. A sudden passion for craftsmanship revitalized the way of doing things by hand, and lace makers regained self-esteem and new professional perspectives. Several Brazilian fashion designers started to include laces as themes for collections: Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Martha Medeiros, Eduardo Ferreira, and Lino Villaventura, among others.




- Where do you see this craft tradition going in the future? 
This new provision of the so-called consumer market is dramatically affecting and transforming the production of laces. Laces acquire new shapes, colors and functions, and are made with old and new materials. Currently, the lace makers are paying attention to fashion trends, and seek to renew and innovate. And governmental and non-governmental institutions are offering several courses, as part of a broader program of recovery, rebuilding and resignification of Brazilian handicraft.



Marcos Mussi - RENDA BRASILEIRA


23 de mai de 2017

INSPIRADOR E DESAFIADOR!

A rendeira de nhanduti KUMIKO KUNO criou esse belo motivo "MORANGOS"
A peça demonstra  como a técnica pode servir de suporte para a criatividade além da sua capacidade de se renovar com a criação de novos motivos.

Pretendo estudá-lo e reproduzi-lo algum dia (sempre citando a fonte). Como uma homenagem e como inspiração. Ou uma doce provocação. 

A imagem retirei do Instagram de Kumiko cujo nome é MADUIXA. Acesse AQUI .


Kumiko é japonesa, viveu em Buenos Aires no ano de 2012. Aproveitou sua estada para aprender diversas técnicas artesanais, entre elas o nhanduti. Durante as aulas fez anotações que transformou num delicado livro sobre a tecelagem. Esta história eu contei com mais de detalhes numa postagem de 2015 que v. pode acessar clicando AQUI

23 de abr de 2017

Técnicas artesanais aliam tradição ao design contemporâneo

A postagem do site NCC-Ecobrands (Natural Color Cotton), que trabalha com algodão colorido orgânico  (visite clicando AQUI) comentando as várias tecnicas de tecelagem tradicionais que utiliza em suas confecções fala brevemente da Renda Tenerife citando nosso trabalho de promoção da técnica. 

28 de fev de 2017

PALESTRA(LECTURE): RENDA TENERIFE : INICIAÇÃO ÀS RENDAS DE TRAMA RADIAL em Campinas/SP



ÀS 16HS ESCOLA RUBBO DE MODA E MANUALIDADE EM CAMPINAS 

evento gratuito com inscrição prévia: F: (019) 997 955 965


Venha tomar um café e conversar adentrar pelo mundo da renda artesanal !
https://www.rubboescolademoda.com.br/
Av. José Gabetta 94
Vila Marieta - Campinas-SP

3 de ago de 2016

Exposição na IOLI 2016 - International Organization of Lace Convention (also in English)

                   A Convenção da IOLI-International Organization Of Lace Inc. tem um Display Room onde seus associados podem expor suas coleções, a renda que está fazendo, sua eventual pesquisa na área e quejandos.
                  Este ano, na 63º Convenção realizada entre 17 e 23 de Julho último em Indianápolis, USA, co-patrocinada pela associação de rendeiras local, Lafayette Lacemakers, o PROJETO RENDA SOL da n/associação NHANDUTI DE ATIBAIA levou um pouco da renda que esteve estudando, resgatando e tecendo nos últimos 9 (nove anos).
                  A repercussão foi ótima, vindo de encontro aos nossos objetivos de promoção e incentivo desta que alguns pesquisadores entendem ser, por excelência, a renda da América e que se encontra em quase total esquecimento.
                   Diversas vezes nossos ouvidos foram contemplados com comentários elogiosos ao nosso trabalho mas, mais importante, várias vezes ouvimos que teríamos conseguido alterar o entendimento sobre a RENDA TENERIFE ou RENDA SOL, demonstrando que a técnica pode ser bem mais do que um artesanato.




                     The IOLI-International Organization of Lace Convention  has a display room where its members can expose their collections, the lace that are doing or its research.
                  This year, the 63º Convention, held between 17 and 23 July last in Indianapolis, USA, co-hosted by the local association, Lafayette Lacemakers the PROJECT SOL LACE, sponsered by NHANDUTI DE ATIBAIA association, took a bit of lace has been studying, rescuing and weaving in the last nine (9 years).
                  The impact was great, coming against our goals of promoting and encouraging this that some researchers consider to be, par excellence, the income of America and is in almost total oblivion.
                   
Several times our ears were covered with rave reviews to our work, but more importantly, we heard several times that we would have been able to change the understanding of TENERIFE LACE or SOL LACE, demonstrating that the technique can be much more than a needlelace handcraft.

(with a little help of Google Traductor and Linguee)

31 de mar de 2016

FRIVOLITÉ NO LACIS MUSEUM (CALIFÓRNIA)




      Técnica Inventada em meados do século 19 e que chegou a ser tidas como a "arte perdida", junto com outras, foi redescoberta no final do século 20 e tem se tornado das mais populares técnicas de fazer renda. Antes usada de forma mais limitada, agora criam novos formatos, retratos estilizados e verdadeiras obras de arte.
Pessoalmente, comecei a dar mais atenção ao frivolité (tatting em inglês) a partir do trabalho de Karen Bovard, com quem fiz aulas na Convenção de 2015 da International Organization of Lace, por causa de suas peças geometrizadas e associadas à tradicional arte do "quilt". A cada dia meu interesse por esta curtiosa técnica se acentua. 




5 de dez de 2015

Nhanduti: a basílica e a igreja

Uma ode à criatividade popular: a basílica e a igreja num motivo da renda nhanduti.

Onde: MUSEO COMUNITÁRIO DEL ÑANDUTI  
Bernardino Caballero c/ Pa'i Pérez - Ciudad de Itauguá
Gran Asunción - Paraguay

para visitar o facebook do museu clique AQUI 




29 de mar de 2015

Rosetas de Tenerife : nossas ancestrais



El Premio Tenerife Rural a la "Conservación del Patrimonio Agrario y de las Tradiciones Rurales" 2009 fue otorgado a Clara Cano Quijada, propuesta por el Ayuntamiento de Vilaflor. Clara Cano nació en Vilaflor hace 87 años. Es reconocida como todo un referente de la artesanía textil en la isla. Comenzó desde niña a elaborar encajes, rosetas y macramé y no ha parado hasta hoy. Ha sido siempre imprescindible en cualquier feria donde estuviera representada la artesanía textil de Tenerife, participando ya en 1975 en ferias en la Península promovidas por el Ministerio de Industria.