16 de jan. de 2011

*MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE*


Ao longo desses anos algumas pessoas nos mostraram peças da renda tenerife ou nhanduti que  encontraram numa gaveta ou baú, geralmente do enxoval da mãe ou avó. Pensando em ter acesso e  dar acesso dessas rendas a interessados e interessadas sem  que as pessoas tenham que se desfazer delas, estamos propondo a montagem de um acervo virtual.
O MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE propõe a realização de um acervo colaborativo em que a própria pessoa se torna co-autor do blog,  fazendo a postagem com a foto de sua peça antiga, compartilhando com todos nós, interessados e rendeiras, a renda que possui sem ter que se desfazer dela.   
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Clique AQUI e acesse.

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8 de jan. de 2011

Queimação das Palhinhas do Presépio



Símbolo do encerramento do ciclo das festas do Natal no Norte e Nordeste do Brasil, a queimação de palhinhas em louvor ao Menino Jesus é uma cerimônia realizada a cada início de ano, a partir do dia 6, Dia de Reis, quando se desmonta o presépio.

  

A amiga Marta Mursa realiza a festa tradicional no bairro em que mora em S. Paulo, no Butantã, na região conhecida como Morro do Querosene. Este ano seu presépio multicultural ganhou mais uma peça da cultura latinoamericana: uma toalhinha de renda sol que também serviu para embalar o Menino Jesus.
Quer saber mais desta desta tradição: clique AQUI
e AQUI.

1 de dez. de 2010

OUTRAS PRÁTICAS


"Aproprio-me de um poema visual de Regina Guimarães para dar o nome a esta acção, que reflecte sobre as práticas de produção e transformação de têxteis, dos meados do séc. XX, em contexto doméstico, para a manufactura de peças de roupa e do lar.
Sabendo que trabalhar com têxteis veicula normalmente implicações de género – nas relações com o trabalho feminino – ou de relevância económica – quer no contexto global quer na economia doméstica, pretende-se que este trabalho se relacione com estas práticas, mas dando a conhecer a inter-relação entre estas e as técnicas e utensílios, as lendas mitos e ditos associados, os desenhos elaborados e todo um conjunto de elementos que passam tantas vezes desapercebidos a quem os executa."


Natural do Porto, Portugal, DIANA REGAL desenvolve desde 2001 um projecto de investigação/criação denominado Formas de Fazer, da Colecção B, Associação Cultural, que visa promover o cruzamento entre as práticas de criação artesanal e tradicional e os territórios da investigação e criação artísticas contemporâneas.

fonte: http://drawingspacespt.weebly.com

14 de nov. de 2010

RENDA SOL NO ANTENA PAULISTA

Em primeiro plano a rendeira Cícera no trabalho de resgate
Clique  AQUI  para ver o vídeo.
O programa ANTENA PAULISTA é uma revista de variedades da região de São Paulo-Capital transmitida pela Rede Globo  á 7hs das manhãs de domingo.

21 de out. de 2010

QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO




QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO N.2 é o nome da n/peça em renda sol exposta na mostra 2° PREMIO OBJETO BRASILEIRO n'A CASA - Museu do Objeto Brasileiro, Rua Cunha Gago 807, Pinheiros, S.Paulo/SP.
Cada módulo tem um motivo diferente cujo nome  foi arrolado no INDEX abaixo, com histórico  e indicando-se da fonte da informação recolhida.



INDEX 
Módulo 1 – FLOR DE 8 PÉTALAS (Kliot, pg 95)
Variação de flor com 8 pétalas em ponto cheio de forte inspiração geométrica
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Módulo 2 - ALFAJOR (ARAPAHO JOVÁI) (Sanjurjo, pg. 173; González, pg 120)
- “Arapho” é uma guaranização da palavra alfajor, uma espécie de pasteizinhos doces de polvilho de mandioca. O motivo se apresenta com diversas variações. Neste desenho a imagem do alfajor se repete nos espaços concêntricos
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Módulo 3 - AMOR PERFEITO (FLOR DE PENSAMIENTO) (Sanjurjo, pg. 215; FPI-Ñanduti, pg 17, González, pg 131)
O amor-perfeito é cultivado no Paraguai como ornamental. O motivo se caracteriza por 4 grupos de fios elaborados só com ponto tecido
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Módulos 4  16  18  19 - MARGARIDA (MARGARIDA POTY) (Sanjurjo pg. 204)
É um padrão muito antigo e tanto pode ter seis ou oito pétalas.  No caso dos módulos, estão combinadas com outros adornos como o barrado, a corrente (cadena) e ainda os kurusu, uma guaranização da palavra espanhola cruz, que são vistos em grande variedade de aplicações e tamanhos, como para encher espaços vazios criados pelo desenho
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 Módulo 5 - CORRENTE (CADENA) (Sanjurjo pg. 179)
Caracteríza este motivo o fato de os elos da corrente estarem entrelaçados
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Módulo 6 - TORRE (Sanjurjo pg. 224)
Conhecida também por torre po’i, aparece aqui adornado com kurusu’i (cruzetinha)
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Módulo 7 - RAMO DE ALECRIM (RAMA DE ROMERO)(Sanjurjo, pg. 219; González, pg 117)
O alecrim não é nativodo Paraguai mas é usado lá como condimento ou planta medicinal. É um motivo muito tradicional
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Módulo 8 - FLOR DE JASMIM ou ESTRELA DE QUATRO PONTAS (JASMIN POTY, ESTRELLA) (FPI-Ñanduti, pg 5; Sanjurjo, pg 192 e 231; González, pg 115)
As tecelãs mais jovens dão a este motivo de 4 pontas o nome de flor de jasmim, mas as mais antigas chamam-no estrela, alegando que o jasmim teria 5 pétalas. Aqui está adornado com um barrado e cruzetinhas (kurusu’i)
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Módulos 9 11 13 - ROSETAS DE VILAFLOR (http://rendatenerife.blogspot.com/2009/09/renda-tenerife-renda-nhanduti-renda-sol.html)
Variações criadas a partir de um padrão das Rosetas de Vilaflor baixado de sitios e blogs sobre Vilaflor de Chasna e das roseteiras de Tenerife
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Módulos 10 12 - MEDALHÃO e CRUZADOS (Kliot, pg 4 e 29)
Aqui o medalhão básico aparece nos centro adornado com carreiras de fios entrecruzados. O módulo n°. 10 aparece aqui com um elemento mais orgânico, uma corrente, além do barrado de fios cruzados
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Módulo 14 - FLOR DE GOIABA (ARASA POTY) (Sanjurjo, pg. 176)
Padrão de Itauguá, as pétalas feitas somente com ponto tecido
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Módulo 15 - CIPÓ (YSYPO, CEJA,) (Sanjurjo, pg. 226, Gonzalez, pg. 122)
Ysypo (liana, cipó ou enredadera) ou tyvytá(ceja-sombrancelha), os nomes deste padrão variam dependendo da geração da rendeira. È muito usado combinado com outros desenhos como, no caso,  adornado com kurusu (cruz)

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Módulo 17 – FLOR DO CARDO (CAÑOTA) (Sanjurjo, pg. 182)
É um padrão que aparece em muitas peças antigas ou como único desenho ou combinado com outros motivos. Sanjuro aponta que não existiu dúvida quanto ao nome do padrão embora não se conhecesse mais seu significado, associando-a então a uma gramínea existente no vocabulário mexicano. Pesquisa do nosso grupo através da web, entretanto, nos indicou aproximação da “cañota” com a família do cardo e como o padrão pode ser lido como uma estilização da FLOR DO CARDO, optamos por adotar o nome em nossos produtos de renda com motivos de flores
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Módulo 20 – PEGADA DE VACA (HUELLA DE VACA) (FPI-Ñanduti, pg 16; Sanjurjo pg. 178, Gonzalez, pg. 113)
Confeccionado com ponto tecido, é um motivo tradicional e muito popular
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Módulo 21 - PÉ DE VACA (PEZUÑA DE VACA) (FPI-Ñanduti, pg 17; Sanjurjo, pg. 216)
Uma variante da pegada de vaca com ponto tecido e nós. No caso, seria meia pegada de vaca
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*  MEDALHÕES (Kliot, pg 4) * 
Complementa a composição da toalha 18 módulos menores, iguais entre si, de pequenos medalhões, o ponto básico da Brazilian Lace, um ponto realizados apenas com nós que possibilita grande variedade de desenhos conforme a divisão das linhas e a distância das carreiras consideradas entre si.


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Fonte:
Teneriffe Lace - Designs and Instructios, 1904, Earl & Co , reproduzido em Teneriffe Lace, de Jules & Kaethe Kliot, Lacis Publications, 1986.
Renda Tenerife ou Nhanduti, pg. 342-354, Enciclopédia de Trabalhos Manuais, Bertha Schwetter, Edição da Livraria do Globo, 1942
Artesania – Ñanduti – Módulo II de Formación Profesional Inicial (FPI-Ñanduti), ARANDU RAPE-Portal Educativo do Paraguay
Ñanduti, Encaje Paraguayo- História de uma Aculturación, Annick Sanjurjo, Fondo Nacional de la Cultura y las Artes, Asunción, 2001
Ñanduti, Gustavo González, Adriana Almada –Oficina de Projectos Editoriales, Asunción, 2008
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Nhanduti de Atibaia