29 de abr. de 2013

Projeto de RENATO IMBROISI com a técnica da renda nhanduti ou tenerife.



Um evento em Bento Gonçalves em agosto trará acessórios para casa trabalhados na técnica da tecelagem da renda tenerife ou nhanduti. 

Um projeto envolvendo diversos segmentos levou para o município o designer Renato Imbroisi e as arquitetas Ana Luiza Lo Pumo e Tina Azevedo Moura que orientaram e desafiaram um grupo de artesãs da região para a elaboração do artesanato que será exposto na Casa Brasil, exposição de produtos contemporâneos de alto padrão para arquitetura e decoração que acontecerá no início do segundo semestre.

Ao grupo agregou-se Iara Ana Carine Medeiros, professora aposentada que aprendeu a técnica da renda nhanduti com a avó que, por sua vez, aprendeu com primas que residiam em Caxias do Sul. Iara teria retomado a técnica quando se aposentou como atividade terapêutica e ocupacional, e diz que conhece a origem da técnica apenas de pesquisas na internet. 


Afirmando que esse conhecimento não pode ser perdido, que precisa ser valorizado, ela lamenta ainda não ter conseguido ensinar a técnica para ninguém, já que só tem filhos homens. Diz ainda ser uma arte manual demorada e trabalhosa: que cada módulo demanda em média uma hora para ser feito e que eles são unidos depois uns aos outros para formar a peça.


 Visite o site do tecelão e designer de artesanato RENATO IMBROISI clicando AQUI.

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Veja mais sobre a Casa Brasil, que acontecerá entre 13 e 16 de agosto, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves no site http://www.emater.tche.br/site/noticias/noticia.php?id=16390.

17 de abr. de 2013

MOTIVOS TRADICIONAIS DA RENDA TENERIFE OU NHANDUTI


COMERÉ A TU HIJO (TA'U NDE RA'Y) ou MOÑITO

"Comeré a tu hijo" era o nome vem de um jogo infantil esquecido pela pela tradição oral do Paraguai e o desenho sugere que as criança brincavam tendo as cabeças cobertas com um capuz. A literatura dá conta que talvez se trate de um jogo que falava de roubo de crianças, mas é fato é que foi esquecido pelos tempos e talvez por isso tenha aparecido o novo nome, macaquinho (monito), embora existe uma versão local que alega que abandono do primeiro nome do ponto teria ocorrido em face do contato com o turismo.


Fonte: Ñanduti, Encaje Paraguayo- História de uma Aculturación, Annick Sanjurjo; Ñanduti, Gustavo González e Adriana Almada

3 de abr. de 2013

Vai viajar? Descubra museus e exposições sobre renda perto do seu destino!



O site holandês da Associação Nacional da Arte da Renda (Landelijke Organisatie Kant Kunst) tem um mapa interativo que localiza museus e exposições sobre renda..

Contando com a colaboração do tradutor do Google, clique em "MUSEUS COM RENDA" e v. ganhará um grande colaborador para seus roteiros.


O incentivo para a interação vai mais longe. Clique em "ATRAVÉS DA FRONTEIRA" e v. tem o agendamento de alguns eventos de renda na Europa.

16 de mar. de 2013

Motivos tradicionais da renda tenerife: o jasmim e a estrela



        A pequena toalha em montagem na m/almofada de trabalho é composta, entre outros, por dois motivos muito semelhantes entre si: o jasmim e a estrela.  
         A diferença entre eles é que o primeiro teria quatro pétalas e a estrela, cinco pontas.
         Segundo Annick Sanjurjo, as tecelãs mais jovens os distinguem dessa forma, entretanto as mais antigas, ao contrário, dizem que a estrela deve ter quatro pontas e o jasmim, cinco pétalas. 
         O motivo de cinco pontas também é bastante conhecido como lucero de alba (estrela de venus). Suspeita-se, inclusive, que "jasmim" seja uma denominação recente, já que não foi mencionado por Roquette-Pinto, primeiro pesquisador da tecelagem.
         No caso, ambos  os motivos estão  adornados com cruzetinhas - kurusu - uma guaranização da palavra espanhola cruz, que são vistos em grande variedade de aplicações e tamanhos, como para encher espaços criados pelo desenho, já que a renda não gosta de espaços vazios.

Fonte: Ñanduti, Encaje Paraguayo- História de uma Aculturación, Annick Sansurjo


10 de mar. de 2013

Do acervo do Victoria and Albert Museum


Physical description

Flounce of Sol needle lace with a border of bobbin lace. Worked with a needle on a foundation of large squares of drawn thread work. The design of wheels or of rayed suns, each set within a square frame, is arranged in three horizontal rows. The two outer narrower rows contain a series of identical wheels, each 2.75 inches in diameter. The central row contains alternately single large wheels, 4.5 inches in diameter, and vertical lines of two half and one whole wheels. Attached to the lower edge is a border of single bobbin lace of the torchon type.

Place of Origin

Spain (made)

Date

late 17th century (made) 
late 18th century (altered)

Artist/maker

Unknown (production)

Materials and Techniques

Needle lace with bobbin lace

Dimensions

Length: 274 cm, Width: 37.5 cm, Length: 2.5 in border, Length: 6.4 cm border

Descriptive line

Flounce of late 17th century Sol needle lace with a border of late 18th century bobbin lace, Spain

Production Note

Border of late 18th century bobbin lace attached.

Materials

Bobbin lace

Techniques

Lace making

Categories

Textiles; Lace

Collection code

T&F
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4 de mar. de 2013

PROJETO NHANDUTI DE ATIBAIA NASCEU EM CURSO DA REDESOL


O 3° PAPO ARTESANAL reuniu no dia 27 último cerca de 30 interessados em compartilhar a experiência do grupo NHANDUTI DE ATIBAIA na sua pesquisa da renda nhanduti ou tenerife no Brasil, dedicada tanto ao resgate da técnica da tecelagem quanto à origem e história da renda artesanal.
O evento, fruto da parceria entre a ARTESOL, o PONTO SOLIDÁRIO e o ESPAÇO CULTURAL CASA AMARELA, ao trazer  à baila a história do grupo, surpreendeu ao noticiar que o projeto dedicado à renda desenvolvido pelo  NHANDUTI DE ATIBAIA nasceu em 2002 num curso da CAPACITAÇÃO SOLIDÁRIA, um dos programas da REDESOL a que pertence a ARTESOL-ARTESANATO SOLIDÁRIO no exercício de sua missão de valorização do artesanato de tradição enquanto patrimônio cultural brasileiro.


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Nhanduti de Atibaia