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20 de fev. de 2021

DECIFRANDO RENDAS

 

“Decifrando rendas: processos, técnicas e história” da pesquisadora Vera Felippi provavelmente será o primeiro livro sobre a temática das rendas de forma abrangente no Brasil. E a Renda Tenerife vai fazer parte dele!

O livro foi pensado como um guia para ampliar e enriquecer os conhecimentos sobre as rendas e contribuir em atividades de identificação de processos e de tipologias.

O livro foi pensado para pesquisadores, estudantes, profissionais de áreas diversas, tais como história, moda, museologia, design, antropologia, artes, entre outras, além de interessados, de maneira geral, que queiram conhecer o universo das rendas.

O projeto viabilizado por meio do financiamento da Lei nº 14.017/2020 e o lançamento será em abril.


fonte: https://www.instagram.com/diving_into_textiles/

22 de out. de 2020

Sustentabilidade e Moda Latino-americana


 

Sustentabilidade e Moda Latino-americana é uma publicação colaborativa que visa "reunir conhecimentos e traçar um panorama sobre a situação da cadeia de consumo e produção de moda, além de apresentar os caminhos mais sustentáveis que vêm se estruturando na moda."

Nhanduti de Atibaia, por sua idealizadora Elizabeth Horta Correa participa da publicação como grupo dedicado à técnica da Renda  Nhanduti ou Tenerife, uma técnica tradicional da  América toda, mas especialmente da América Latina. 





31 de mai. de 2020

Taller de Rosetas: Como hacer un Pique.


Na impossibilidade da montagem do evento físico este ano, a Prefeitura de Arona, Tenerife, Canárias, Espanha, está oferecendo ao público a IX JORNADA DE ETNOGRAFIA Y FOLKLORE pela internet, com mostras, oficinas, conversas e depoimentos, tudo de forma virtual, numa programação ampla, diversa e muito bem cuidada, que se estende até julho.
Compartilhamos aqui o vídeo da PRIMEIRA AULA DO CURSO DE ROSETAS CANÁRIAS , que integra a Jornada, com o mestre Antonio Rodriguez Ruiz, companheiro de tecelagem e parceiro de congressos e eventos.
Busque as demais aulas (são semanais, às terças feiras, até julho) no Facebook AYUNTAMIENTO DE ARONA.
A iniciativa é muito feliz e a realização estupenda!


13 de jun. de 2019

Artesanato e Patrimônio Cultural - Entrevista com Adélia Borges



O que há em comum entre as bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minhas Gerais, as rendas de bilro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e a cerâmica de Cotia, no sudoeste de São Paulo? Todos estes são exemplos de saberes e fazeres manuais transmitidos de geração em geração pelos quatro cantos do Brasil. São diferentes técnicas, materiais, cores, texturas e aplicações a compor uma teia que forma o profícuo artesanato brasileiro. Expressões que prevaleceram por muitos anos como suvenires – recordações de viagem embaladas por turistas –, mas que, principalmente nas últimas duas décadas, ganharam um novo olhar, significado e importância. 
Pesquisadora e curadora de manualidades que percorrem o país de norte a sul, Adélia Borges reafirma em palestras, livros e instituições: “A única coisa primitiva sobre nosso artesanato é o nosso conhecimento a respeito dele”. Ex-diretora do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, autora e coautora de mais de 15 livros, entre eles Design + Artesanato: o Caminho Brasileiro (Terceiro Nome, 2011), Adélia não só tem um profundo conhecimento na área, como ainda se emociona e se surpreende com a riqueza de manifestações culturais manuais nos rincões por onde viaja pelo Brasil. Nesta entrevista, a especialista nos explica o que está por trás do conceito de artesanato, qual o posicionamento das expressões manuais na contemporaneidade e os desafios do porvir.
Como definir o que é artesanato?
Resolvi adotar a definição da Unesco. Artesanato é tudo que se faz com as mãos e com predomínio de processos manuais. A elaboração de objetos em que predominem as técnicas manuais, mas na qual também pode haver a utilização de tecnologias, de equipamentos. O artesanato tem uma força muito grande inclusive na economia dos países em desenvolvimento. Há estudos que mostram essa força na economia. Países onde há predomínio do artesanato nas camadas mais pobres da população. O que não acontece em diversos países do hemisfério norte, onde há um retorno expressivo do artesanato, feito por mestres, doutores, gente escolarizada, onde há muitos cursos de faculdade de design, de joalheria, design têxtil etc. Tanto que, na Europa, o artesanato se conhece muito como “movimento maker”, de fazer com as próprias mãos, que implica, em geral, o uso de técnicas artesanais muitas vezes conjugadas com digitais. Nos Estados Unidos dá-se o nome de Do It Yourself (DIY). 
Enquanto estrangeiros, como a arquiteta italiana Lina Bo Bardi, sempre foram fascinados pelo artesanato brasileiro, por que no país ainda há certo desmerecimento?
A tradição escravocrata que o Brasil tem é muito forte. É “ruim” sujar as mãos e fazer algo com elas. Se tenho instrução suficiente, mando alguém fazer e não faço. É uma tradição escravocrata e que diminui quem faz, criando uma dicotomia. Se for ver a definição de artesanato nos dicionários brasileiros, entre os significados consta: coisa rústica feita sem atenção, sem técnica. Uma visão absolutamente preconceituosa. Quando você compara essa definição com a de um dicionário britânico, é totalmente diferente. Lá entende-se por ofício, por aquilo que é feito à mão, feito com maestria por mestres da tecelagem, da cestaria etc. Então, imersos nessa realidade, precisamos de certa distância para ver o artesanato com novos olhos. Foi o que a Lina Bo Bardi fez, assim como outros. Outras iniciativas, algumas das quais faço parte, tentam mostrar o artesanato brasileiro de forma que as pessoas percebam a enorme riqueza que ele tem. Há também muitos artistas contemporâneos fazendo uso de técnicas artesanais. Como Ernesto Neto [na exposição Sopro, em cartaz na Pinacoteca], um artista que faz esculturas têxteis, muitas das quais realizadas em parceria com comunidades. Por exemplo, ele trabalhou anos com a Cooperativa de Trabalhadores da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Leia a sequencia do texto na  Revista Além das Asas . Desfrute!

24 de mai. de 2019

Artesanato para uma sociedade mais justa

texto de Nara Guichon

Segundo o dicionário Michaelis, a palavra “artesanato” pode ser definida como:
“Arte e técnica do trabalho manual realizado por um artesão; método de trabalho do artesão que alia utilitarismo à arte.”
Esta definição é muito elucidativa para entender a importância da criação artesanal atualmente. O artesão é alguém que combina “o utilitarismo”, ou seja, a utilidade, serventia e usabilidade, com a “arte” – o sublime, o belo, o emocional.
Compreender a importância deste ofício é aprender sobre a dinâmica de uma cultura, especialmente a cultura brasileira, em toda sua complexidade e beleza.
Segundo a pesquisadora e curadora Adélia Borges, o brasileiro ainda enxerga o produto artesanal como algo rude, primitivo e pouco complexo. Segundo ela:
“A única coisa primitiva sobre nosso artesanato é o nosso conhecimento a respeito dele.” 
Se por um lado temos uma desvalorização do fazer artesanal, por outro vivemos uma expansão das técnicas, modelos, estilos e materiais. A variedade de trabalhos e artesãos dedicados à sua arte, ajuda a manter essa forma de expressão em seu lugar de destaque como modificadora da sociedade.
Esse fazer manual pode ser visto como um benefício social múltiplo. Ele é fonte de renda, meio de expressão e preservação das culturas locais, modelo de valorização de pessoas e comunidades, estilo de vida, alternativa sustentável de consumo, dentre outros.
Esta atividade também é altamente benéfica em termos como meio de socialização. O criar com as próprias mãos estimula o intelecto e facilita a empatia entre as pessoas.
Leia a sequencia do texto no site de Nara Guichon clicando AQUI 

4 de set. de 2018

Coleção Roquette-Pinto de Renda Nhanduti transformou-se em cinza.

" ... quando perdemos um museu como esse, perdemos também uma parte importante e valiosa da nossa capacidade de imaginar outros mundos. Afinal, é disso que trata a antropologia, falamos, analisamos e descrevemos outros mundos. E, com isso, alargamos a nossa capacidade imaginativa de querer, sonhar, imaginar e construir modos diversos de estarmos vivos."

fonte: Isabela Oliveira facebook de 2/09/2018



Incêndio no dia 2/9/2018 queimou a quase totalidade daos 20 milhoes de peças do Museu Nacional 


Edgard Roquette-Pinto foi autor do primeiro estudo sobre a Renda Nhanduti de que se tem notícia. Foi médico legista, professor, escritor, antropólogo, etnólogo, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras

Seguindo os caminhos dos primórdios da Antropologia, Roquette-Pinto conheceu o interior do Continente Latino Americano ao ser designado pelo Museu Nacional, nas décadas iniciais dos 1900, para,  seguindo o caminho percorrido pelo Mal. Rondon ao mapear as fronteiras telegráficas brasileiras, coletar material para o acervo do Museu. Esteve também ligado à Universidade de Asunción, onde trabalhou por 4 anos.

Do circuito e convívio, além do material coletado que integrava a bela coleção etnográfica do Museu Nacional e da obra literária que colaborou para perpetuar a missão de Rondon, trouxe ele uma pequena coleção de Renda Nhanduti, elaborando o primeiro estudo sobre a Renda trazida do Paraguai de que se tem notícia.

O foco do estudo de Roquette-Pinto é a simbologia adotada pelas rendeiras nos padrões que os módulos da renda passam a estampar, catalogando os motivos adotados por essa população "criolla". 

A tecelagem, que em sua origem canária é básicamente floral, passa a ter desenhos da fauna, da flora e do mundo circundante nas suas tramas. O texto "Notas sobre o Ñanduti do Paraguai" foi publicado pelo Boletim do Museu Nacional em 1927.

As fotos anexas, quase furtivas, do momento em que as peças eram tiradas das caixas, foram as únicas que me foram autorizadas fazer na visita ao acervo que fiz há cerca de 5 anos atrás quando solicitei consultar a coleção de Roquette-Pinto! 

Agora a coleção de Renda Nhanduti virou cinza juntamente com quase 20 milhões de peças do mais importante Museu da América Latina no incêndio de 2 de setembro. E sequer boas fotos da coleção restaram!

Fica o relato para registrar minha tristeza e, principalmente, registrar a existência deste acervo que se perdeu. Até porque talvez que eu seja a única pessoa nesse país que vai se lembrar dele entre tanto que se perdeu.





6 de ago. de 2018

Breve: PORTAL NHANDUTI DE ATIBAIA.


Você sabia que a ong NHANDUTI DE ATIBAIA tem um
 MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE  ?

Acesso para esse e mais outros sites contendo mais de 10 anos de pesquisa e resgate da
Renda Tenerife conhecida também como Nhanduti através do 
PORTAL NHANDUTI DE ATIBAIA 
em breve!


20 de abr. de 2017

A CASA BORDADA




Exposição de bordados feitos à mão por mestres bordadeiras e bordadeiros dos 27 Estados brasileiros, idealizada pela diretora geral do museu, Renata Mellão.
 As peças e objetos foram pesquisados e selecionados por Renato Imbroisi, curador da mostra, a ser inaugurada dia 10 de maio de 2017.

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