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13 de jun. de 2019

Artesanato e Patrimônio Cultural - Entrevista com Adélia Borges



O que há em comum entre as bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minhas Gerais, as rendas de bilro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e a cerâmica de Cotia, no sudoeste de São Paulo? Todos estes são exemplos de saberes e fazeres manuais transmitidos de geração em geração pelos quatro cantos do Brasil. São diferentes técnicas, materiais, cores, texturas e aplicações a compor uma teia que forma o profícuo artesanato brasileiro. Expressões que prevaleceram por muitos anos como suvenires – recordações de viagem embaladas por turistas –, mas que, principalmente nas últimas duas décadas, ganharam um novo olhar, significado e importância. 
Pesquisadora e curadora de manualidades que percorrem o país de norte a sul, Adélia Borges reafirma em palestras, livros e instituições: “A única coisa primitiva sobre nosso artesanato é o nosso conhecimento a respeito dele”. Ex-diretora do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, autora e coautora de mais de 15 livros, entre eles Design + Artesanato: o Caminho Brasileiro (Terceiro Nome, 2011), Adélia não só tem um profundo conhecimento na área, como ainda se emociona e se surpreende com a riqueza de manifestações culturais manuais nos rincões por onde viaja pelo Brasil. Nesta entrevista, a especialista nos explica o que está por trás do conceito de artesanato, qual o posicionamento das expressões manuais na contemporaneidade e os desafios do porvir.
Como definir o que é artesanato?
Resolvi adotar a definição da Unesco. Artesanato é tudo que se faz com as mãos e com predomínio de processos manuais. A elaboração de objetos em que predominem as técnicas manuais, mas na qual também pode haver a utilização de tecnologias, de equipamentos. O artesanato tem uma força muito grande inclusive na economia dos países em desenvolvimento. Há estudos que mostram essa força na economia. Países onde há predomínio do artesanato nas camadas mais pobres da população. O que não acontece em diversos países do hemisfério norte, onde há um retorno expressivo do artesanato, feito por mestres, doutores, gente escolarizada, onde há muitos cursos de faculdade de design, de joalheria, design têxtil etc. Tanto que, na Europa, o artesanato se conhece muito como “movimento maker”, de fazer com as próprias mãos, que implica, em geral, o uso de técnicas artesanais muitas vezes conjugadas com digitais. Nos Estados Unidos dá-se o nome de Do It Yourself (DIY). 
Enquanto estrangeiros, como a arquiteta italiana Lina Bo Bardi, sempre foram fascinados pelo artesanato brasileiro, por que no país ainda há certo desmerecimento?
A tradição escravocrata que o Brasil tem é muito forte. É “ruim” sujar as mãos e fazer algo com elas. Se tenho instrução suficiente, mando alguém fazer e não faço. É uma tradição escravocrata e que diminui quem faz, criando uma dicotomia. Se for ver a definição de artesanato nos dicionários brasileiros, entre os significados consta: coisa rústica feita sem atenção, sem técnica. Uma visão absolutamente preconceituosa. Quando você compara essa definição com a de um dicionário britânico, é totalmente diferente. Lá entende-se por ofício, por aquilo que é feito à mão, feito com maestria por mestres da tecelagem, da cestaria etc. Então, imersos nessa realidade, precisamos de certa distância para ver o artesanato com novos olhos. Foi o que a Lina Bo Bardi fez, assim como outros. Outras iniciativas, algumas das quais faço parte, tentam mostrar o artesanato brasileiro de forma que as pessoas percebam a enorme riqueza que ele tem. Há também muitos artistas contemporâneos fazendo uso de técnicas artesanais. Como Ernesto Neto [na exposição Sopro, em cartaz na Pinacoteca], um artista que faz esculturas têxteis, muitas das quais realizadas em parceria com comunidades. Por exemplo, ele trabalhou anos com a Cooperativa de Trabalhadores da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Leia a sequencia do texto na  Revista Além das Asas . Desfrute!

19 de mar. de 2019


Nhanduti de Atibaia organizou um Encontro para conversar sobre Renda Artesanal no dia 16 de fevereiro. Chamamos a Bianca Matsusaki, pesquisadora e estilista, para começar contando um pouco da História da Renda e depois partimos pra conversar sobre o que mais gostamos, A RENDA, ESSA QUIMERA!.

Você sabe o que é uma quimera? é um monstro da mitologia com uma cabeça de leão, outra de cabra e rabo de serpente... que solta fogo pela boca. Com tanta fantasia, passou a significar o impossível. Sonho, esperança ou utopia. Projeto irrealizável.

E Renda Artesanal? A Renda é arte expressa em fios. Não é tecido enfeitado, é o próprio enfeite. Jóias quebradas são pedaços de ouro; pedaços de Renda continuam sendo Renda... Ser matéria e objeto, coisa decorada e decoração, faz da Renda Artesanal uma coisa especial, um sonho, uma utopia. Uma quimera? *

Para animar a conversa, convidamos também alguns experts da área têxtil, bordadeiras e rendeiras ... professores e aprendizes de renda artesanal ... Todos amantes da Renda Artesanal... E quem tinha interesse nessas artes tradicionais quase esquecidas. 

Fizenos uma transmissão on line que ficou meio falha - problemas acontecem. Mas fizemos um resumo bem curo das quase 4 horas de conversa gostosa que tivemos. 

Falamos um pouco de tudo e aprendemos muito. E ficamos querendo mais!

Acesse o vídeo e aproveite para se inscrever no canal e clicar no sininho para ser notificado dos lançamentos futuros!

O endereço é 

13 de fev. de 2019

A RENDA ARTESANAL É UMA QUIMERA?




Nhanduti de Atibaia organizou um Encontro para conversar sobre Renda Artesanal no próximo sábado, 16 de fevereiro, no Clube Recreativo, entre 14h e 17hs. Chamamos a Bianca Matsusaki, pesquisadora e estilista, para começar contando um pouco da História da Renda pra depois conversarmos sobre o que mais gostamos, A RENDA, ESSA QUIMERA!.

Você sabe o que é uma quimera? é um monstro da mitologia com uma cabeça de leão, outra de cabra e rabo de serpente... que solta fogo pela boca. Com tanta fantasia, passou a significar o impossível. Sonho, esperança ou utopia. Projeto irrealizável.

E Renda Artesanal? A Renda é arte expressa em fios. Não é tecido enfeitado, é o próprio enfeite. Jóias quebradas são pedaços de ouro; pedaços de Renda continuam sendo Renda... Ser matéria e objeto, coisa decorada e decoração, faz da Renda Artesanal uma coisa especial, um sonho, uma utopia. Uma quimera? *

Para animar a conversa, convidamos também alguns experts da área têxtil, bordadeiras e rendeiras ... professores e aprendizes de renda artesanal, a Escola Rubbo de Manuyalidades de Campinas ...  uma Colecionadora de artes manuais femininas... Todos amantes da Renda Artesanal... E será benvindo quem mais tenha interesse nessas artes tradicionais quase esquecidas. Somos poucos mas certamente temos muito pra conversar.

O Clube Recreativo Atibaiano fica na Praça da Matriz de Atibaia, no Centro, a 600m da Estação Rodoviária. A Conversa comecará às 14h e faremos uma transmissão on line para quem não puder vir até o local. A entrada é livre, mas se v. nos avisar que está vindo (pelo Facebook ou whatssapp (11) 999 423 818) garantimos seu lugar fresquinho e um café quentinho. Até lá!




Bianca do Carmo Matsusaki, docente e formada em Designer de Moda pelo Centro Universitário SENAC, possui especialização em Produção de Moda e Styling, e mestra em Ciências (Têxtil e Moda) pela USP. Trabalhou como modelista e hoje se dedica a projetos de reaproveitamento de materiais descartados pela indústria buscando alternativas sustentáveis para a moda.

NHANDUTI DE ATIBAIA, Ponto de Cultura certificado pelo Ministério da Cultura, surgiu do desejo de manter viva a arte tradicional da Renda Tenerife, também conhecida por Nhanduti. Desde 2003-2004 se dedica à pesquisa, resgate e difusão da técnica por meio de pesquisas e palestras, cursos, demonstrações e outras ações que contribuam para promover a tecelagem da Renda Artesanal que se encontra em vias de esquecimento.

*interpretação livre de texto do Lace Curator, de Elizabeth Kurella, ,

15 de jan. de 2019

CANÇÃO DAS JOVENS RENDEIRAS



Das jovens mãos das rendeiras,
de seus claros equilíbrios
nasce a aurora, é o sol que verte
do ritmo estival dos bilros.
É a paz que flui como as águas
do coração d′almofada.

A aurora tece o algodão,
o algodão tece a fazenda,
mas a rendeira faz tudo:
tece o sonho e tece a renda,
tece o amor, tece a tiara
no coração d′almofada.

Do linho de fibra indócil
faz a rendeira o seu mito.
Flor de espuma e esquecimento,
maré de anseio infinito.
Tece a morte e tece o nada
no coração d′almofada.

É como se a alma estivesse
talhada no labirinto
de solidão que ela tece.
Como se um deus cristalino
vertesse a face esmagada
sobre o enigma d′almofada.

A rendeira tece a morte
nas malhas do labirinto.
Tece o véu, tece a grinalda,
tece a ilusão do destino.
Tece o silêncio e a saudade
no coração d′almofada.

A rendeira tece a vida
nos fusos das almofadas;
tece a túnica dos mortos
e a nudez das namoradas;
tece o riso e tece a lágrima
no coração d′almofada.

A rendeira tece o fado
nas almofadas redondas;
tece o luar, tece as espumas
que se agitam sobre as ondas;
tece o olhar, tece o segredo,
tece o enigma e tece o medo.

A rendeira tece a prece
nas cordas tensas dos bilros.
Tece o mistério que desce,
soleníssimo, dos cimos.
Tece as fibras do algodão
e tece o meu coração. 

Francisco Carvalho
In Dimensão das Coisas, 1967
Ceará/Br, 1927-2013

8 de jan. de 2019

"Lace, not Lace", Hunterdon Art Museum, Clinton, USA

Uma exposição inovadora que destacou como os fabricantes de rendas estão expandindo as fronteiras tradicionais de sua forma de arte para criar um trabalho que investiga temas, materiais e formas contemporâneos. Aconteceu no Hunterdon Art Museum até o dia 06 de de janeiro de 2019.
Lace, não Lace: Contemporary Fiber Art from Lacemaking Techniques, revelou como os artistas texteis contemporâneos estão usando astécnicas da renda de bilro e da renda de agulha com uma infinidade de fibras e filamentos em cores e texturas ilimitadas para interpretar seu mundo.
"Esta foi a primeira mostra nos Estados Unidos que focou a arte contemporânea feita em técnicas de bilro e renda de agulha", disse Devon Thein, especialista em rendas internacionalmente conhecida e curadora da exposição.
+info: Hunterdon Art Museum
Anterior Aspect. EJ Parkes.


Just Girly Things. Penny Nickels.

I am Woman. Purse 2. Ros Hills.

Sepia Bowl. Jill Nordfors Clark. 

Seableed. Jane Atkinson.

Carriage of Lost Love, Lieve Jerger

Blue Plastic Doily, by Ashley Williams. 

Winter. Laura Friesel.

2 de jan. de 2019

Soles brasileños: apuntes para su história. Palestra na Jornada Internacional das Rosetas Canárias


 
As JORNADAS INTERNACIONAIS "ROSETA DE TENERIFE" aconteceram em novembro
de 2017 e reuniram Rendeiros e Rendeiras dos diversos países em que são
praticadas as Rendas de Trama Radial ou Renda Sol que teriam por
ancestral as Rosetas de Tenerife ou Rosetas Canárias, técnica de fazer
renda que a partir das Ilhas Canárias teria se espalhado para várias
partes do mundo.

Convidada para representar o Brasil, Elizabeth Correa, 
do grupo NHANDUTI DE ATIBAIA, se dedica à Renda Tenerife, no
Brasil também conhecida como Nhanduti, desde 2002-2003, estudando e
praticando a técnica com as características que a renda de agulha tomou
no país. É Mestre Rendeira premiada pelo Ministério da Cultura e o
Coletivo Nhanduti de Atibaia foi certificado como Ponto de Cultura.

No Novo Mundo, a técnica é ou foi encontrável
em diversas regiões das Américas, sendo que em cada região em que se
aculturou, adquiriu características próprias, tornando-se um elemento de
ligação entre sociedades e culturas diversas do Continente

18 de dez. de 2018

Iniciativas que valem: Vientos del Campo



                                Participante da 18 BID - Bienal Iberoamerica de Disegno,  VRO é uma linha de indumentária para a área gastronômica e o público em geral que mistura um desenho moderno com texteis e rendas artesanais paraguaias.




A coleção se chama Yvytu Ñu, Vientos de Campo 2018, uma série que busca que a indumentaria profissional de cozinha alce vôos, tenha formas e incorpore a natureza. O trabalho da designer recolheu a essência da vida no campo, a frescura do vento, o céu e o verde.
De todas estas influencias surge uma palheta de colores con proeminência dos celestes, lilas, brancos, pardos e cinzas. Cortes modernos, frescos y juvenis vão para a cozinha nos aventais, gorros, e jaquetas com aplicações da renda nhanduti realizados por tecedeiras das cidades de Villeta e de Itaugua, na Grande Assunção.

sítio: www.vropardo.com
fonte: Catálogo 18º BID

4 de dez. de 2018

Minguei – Em Busca do Artesanato Popular do Japão




“Minguei – Em Busca do Artesanato Popular do Japão” é um filme em forma de caderno de viagens. Captado pela pesquisadora Silvia Sasaoka em 2002, numa expedição financiada com uma bolsa da Fundação Japão que percorreu o país, das ilhas do norte às ilhas do sul, entrevistando artesãos de tecelagem, estamparia, cerâmica e laca, entre outros. 

Nela podemos ver expressões vivas do artesanato popular, do trabalho manual a reflexões sobre as dificuldades encontradas por essa tradição. O vídeo, dirigido e finalizado por Rica Saito, é um tributo ao artesanato na sua forma mais elaborada e um testemunho da diversidade e inventividade de gerações. 

Fala Silvia Sassaoka: "O percurso da minha pesquisa se deu em cidades de 4 ilhas, do extremo norte ao extremo sul do Japão – Hokkaido, Honshu, Amami e Okinawa. Este roteiro mostrava a situação do artesanato tradicional japonês no contexto contemporâneo e dentro de uma grande diversidade cultural destas 4 ilhas"

Assista ao filme clicando no nome




Mingei - Em busca do artesanato popular do Japão

26 de ago. de 2018

Por quê as manualidades fazem um bem danado pra gente?



O ritmo constante, a atenção total e a repetição dos movimentos melhoram a ansiedade, a depressão e reduzem muito o nosso estresse. Além disso, segundo a neurociência, as manualidades ajudam a:
- Desenvolver a percepção espacial, a coordenação mãos-olhos e a habilidade motora;
- Centrar a atenção e os pensamentos em uma só tarefa;
- Estimular a criatividade ativa (e afetiva);
- Gerar sentimentos de plenitude, conquista e orgulho;
- Aprender a paciência e a perseverança;
- Estimular a memória e a agilidade mental;
- Gerar auto-confiança e melhorar a auto-estima;
- Criar vínculos sociais...
Não importa se você faz tricô, crochê, pinta ou borda. Ou faz renda.
As possibilidades são infinitas e os benefícios também. 

11 de jul. de 2018

LAS RANDAS DEL TIEMPO, modelo de salvaguardia del arte textil



La Randa es un delicado y artístico tejido de punto, que consiste en una sutil trama elaborada con agujas y delgados hilos anudados con mucha paciencia. Es realizado por mujeres oriundas principalmente de El Cercado, Tucumán, Argentina y el proceso tradicional de su producción, ha perdurado desde el siglo XVII.

La transmisión de esta técnica de tejido tradicional recorrió generaciones enseñándose de madre a hija.

No Brasil duas técnicas guardam similaridade com as RANDAS TUCUMANAS: a Renda Turca e Renda Singeleza.

19 de jun. de 2018

9 de jun. de 2018

Parceria com THE LACE MUSEUM de Sunnyvale, Califórnia.


Parceria  com THE LACE MUSEUM de Sunnyvale. 
Vamos publicar no nosso site MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE as peças do acervo de Renda de Trama Radial desse museu que fica perto de São Francisco, Califórnia. 
Começamos magistralmente dia 08 de junho: a peça é um duas peças, saia e blusa, do final dos 1800 todo em Renda Tenerife. 
Visite o MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE e veja o ítem do acervo do The Lace Museum❗
http://nhandutimuseuvirtual.blogspot.com/

Clique para acessar The Lace Museum


8 de jun. de 2018







A partir do dia 9 de junho, o Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera recebe a exposição Bancos Indígenas do Brasil, que apresenta, com entrada gratuita, cerca de 70 peças da coleção BEI. Os bancos foram produzidos por povos de várias regiões do alto e baixo Xingu, sul da Amazônia, Centro-Oeste, norte do Pará e noroeste amazônico. 

A mostra, cuja expografia ficou a cargo da designer Claudia Moreira Salles e do arquiteto Eiji Hayakawa, revela a sofisticação e a importância cultural dos bancos: alguns são zoomórficos, representando animais da fauna brasileira; outros são assentos mais convencionais, lixados com esmero, decorados com grafismos traçados com pigmentos naturais ou com entalhes. Em todos, os aspectos utilitários e decorativos conciliam-se com a dimensão simbólica, de forma que as peças espelham o universo cultural, os mitos e a cosmologia das etnias que as fabricam. 


EXPOSIÇÃO BANCOS INDIGENAS DO BRASIL
9 de junho a 5 de agosto
Acesso: Portão 3 e 10 – Av. Pedro Álvares Cabral
Funcionamento: quarta, sábado, domingo e feriado
Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Tel: (11) 5081-7296 e 3208-1755
Entrada Gratuita.

21 de abr. de 2018

Renda é quase uma forma de feitiçaria!


“Criar renda é mágico; é quase como uma forma de feitiçaria ”Elena Kanagy-Loux


“Creating lace is magical; it’s almost like a form of witchcraft,” Kanagy-Loux explains. “And you’re making something that is completely useless; you don’t wear it, you just hang it on the wall.” Still, she says, she finds lacemaking “physically addictive,” and is on a mission to get more people to take up the craft. Just don’t call it a revival. “Lacemaking has never been dead or lost; it is still being made. It just doesn’t have good PR. I’m trying to be the PR campaign for lace.” Part of that is making people more aware of the material itself. “I want to expand people’s minds beyond the frothy tulle we think of as lace,” she says.


fonte: http://bust.com/style/194476-this-textile-artist-is-giving-new-life-to-traditional-lacemaking.html


“Criar renda é mágico; é quase como uma forma de feitiçaria ”, explica Kanagy-Loux. “E você está fazendo algo que é completamente inútil; você não a usa, você apenas a pendura na parede." Ainda assim, ela diz, que acha que a renda é "fisicamente viciante"e sua missão é fazer com que mais pessoas assumam o ofício. Só não chame de "revival". “Renda nunca esteve morta ou perdida; ainda está sendo feita. Simplesmente não tem boas relações públicas. Estou tentando ser essa relações públicas. Parte disso é tornar as pessoas mais conscientes da técnica em si." "Eu quero expandir a mente das pessoas para irem além do tule cremoso que pensamos como rendas", diz ela.(tradução livre)
    
                                                    

2 de abr. de 2018

ARTESANATO TRADICIONAL CRESCE 83,7%

Renda Turca de Bicos: uma RENDA gerando RENDA (fonte: Jornal Estado de Minas)


Num balé de linhas e agulhas, a vida passa em sucessão de cenas pelas cabeças de jovens a mulheres maduras, que vão traçando saídas encontradas na arte do bordado e da renda para assumir o próprio controle sobre os desejos, a profissão e a manutenção da casa e dos filhos. O ofício tão antigo quanto os tempos coloniais – trazido ao país pelos portugueses e espanhois – se fortalece, em lugar de sucumbir aos tempos em que um simples toque no celular resolve com impressionante praticidade do almoço ao jantar. Num cenário de crise da economia, então, se diversifica e atrai mais mãos quase mágicas.
Das técnicas do crivo ao richelieu, os grupos de bordadeiras vêm crescendo em várias regiões de Minas Gerais, onde a arte virou tradição, ou não perdeu o laço cultural, a exemplo de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; Turmalina, Berilo e Veredinha, no Vale do Jequitinhonha; Tiradentes, na porção central do estado, e Ipanema, no leito do Rio Doce.
Num país em que se dá pouca importância ao que dizem as estatísticas, os poucos dados existentes sobre o artesanato do bordado mostram que a atividade desponta na geração de emprego e renda em 4.243 municípios do Brasil, 76% do total, com base na pesquisa mais recente sobre o negócio da cultura nos municípios feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2014. É como um traço da cultura nacional, desenvolvido em todos os estados, do Nordeste ao Sul do país.
Sergipe lidera a geografia do bordado, e na ice-liderança, ainda de acordo com o levantamento de dados do IBGE, empatam Minas Gerais e Goiás. Há bordadeiras trabalhando em 714 municípios mineiros, universo que representa 83,7% das cidades do estado. Quando consideradas as 44 cidades onde o artesanato da renda é desenvolvido, a média mineira sobe a 88,9% dos 853 municípios.
Trata-se, no Brasil e em Minas, de uma larga vantagem do bordado frente aos trabalhos feitos em madeira, material reciclado, barro e couro, entre outros. Na pesquisa anterior, de 2012, a atividade estava presente em 81,5% das cidades mineiras. Ponto paris, matizes, ponto atrás, richelieu, bainha aberta, pontos livres, as agulhas de Nayla Magalhães contam histórias bordadas no linho, no algodão, em toalhas e colchas, em jogos americanos, em saias e blusas, em camisas delicadas.

DIVERSIDADE 
Nayla tem muita habilidade com as agulhas, mas ela também tem talentos com a RENDA. A artesã de 65 anos é uma das responsáveis por manter vivo no município histórico a renda turca de bicos, registrada como bem de natureza imaterial, uma releitura da tradicional renda europeia. O trabalho que preserva a cultura do estado também gera emprego e renda. “Para nós, o ano não foi ruim. Participei de feiras com boas vendas, tive muitas encomendas para o Natal e estou com a agenda cheia até junho do ano que vem”, comemora a bordadeira.
Elas produzem e comercializam de itens decorativos a utilitários. “É um artesanato que começa na arte manual, e conjugado com outras matérias-primas leva à criação de produtos de maior valor agregado. O bordado ganha espaço também por carregar uma identidade cultural forte”, afirma Sabrina Campos. Faltam estatísticas sobre a receita movimentada pela atividade.
Sabrina destaca que o Sebrae tem observado aumento das vendas dos grupos de bordadeiras nos últimos dois anos. Na forma de ofício, o bordado e a RENDA ganharam, ainda, versões desenvolvidas em diferentes regiões de Minas e do país. No Nordeste, por exemplo, artesãos se especializaram na RENDA IRLANDESA e na Paraíba cresceu o trabalho da RENDA RENASCENÇA.

Saiba mais sobre o interesse comercial pelos artesanatos tradicionai e o crescimento da RENDA como atividade comercial no artigo abaixo:
http://www.centrocape.org.br/destaques/noticia/artesanato-associado-a-tradicao-cresce-em-837-dos-municipios-de-minas

11 de fev. de 2018

ESPAÇO NHANDUTI DE ATIBAIA



Depois de mais de uma década de pesquisa e dedicação à Renda Tenerife estamos abrindo nosso atelier em Atibaia para receber nossos amigos e seguidores e quem quiser conhecer um pouco de nosso trabalho.

Também queremos patrocinar alguns cursos ou oficinas na região, tanto de renda artesanal como de outras técnicas e estamos começando com uma 

OFICINA DE BORDADO CRIATIVO 

dia 16/março

SONIA BIANCO

Uma oficina de um dia (manhã e tarde) em que SONIA BIANCO nos introduz em três técnicas  diferentes para com elas, a aquarela sobre o linho, depois a feltragem e o bordado, abrir as portas da  criatividade e deixar fluir as imagens na execução do trabalho com linhas e pontos...
Fale conosco para mais informações pelo ehc.correa@gmail.com ou pelo F:(11)999 423 818.

2 de ago. de 2017

LAS ROSETAS VUELVEN A CASA

Um artigo da imprensa das Ilhas Canárias do final do ano de 2016 traz um pouco da história das ROSETAS CANÁRIAS e o trabalho do Museu Iberoamericano de Artesania de Tenerife em torno desse patrimônio tinerfeño e ancestral de n/RENDA TENERIFE. 

Clique AQUI para acessar o artigo (em espanhol).




20 de abr. de 2017

A CASA BORDADA




Exposição de bordados feitos à mão por mestres bordadeiras e bordadeiros dos 27 Estados brasileiros, idealizada pela diretora geral do museu, Renata Mellão.
 As peças e objetos foram pesquisados e selecionados por Renato Imbroisi, curador da mostra, a ser inaugurada dia 10 de maio de 2017.

13 de nov. de 2016

"ÑANDUTI, LACE OF PARAGUAY", O FILME




"Ñandutí, Lace of Paraguay, by Annick Sanjurjo and Albert J. Casciero, documents the history, evolution and making of this beautiful and delicate lace and it complements the book and e-book of the same title.'
www.nandutilace.com





"Ñandutí, Encaje del Paraguay, de Annick Sanjurjo y Albert J. Casciero narra la historia, evolución y confección de este hermoso y delicado encaje y complementa el libro y e-libro del mismo título."



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