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30 de jul. de 2020


Uma filha de Santo e sua mãe, Fátima Coelho e Nadir, do Terreiro Ilé Axé Opó Afunjá de Salvador, Bahia, vêm recuperando o Bordado Barafunda, uma tradição usada na confecção das roupas sagradas das casas de candomblé brasileiras. Há 10 anos elas vêm trabalhando na técnica, recuperando os vários pontos e também formando bordadeiras e bordadeiros.



O bordado é do tipo drawnwork, uma técnica de bordado ancestral, desenvolvido para melhorar a aparência dos tecidos. Nele os fios da trama ou do urdimento são tirados para depois, a partir das "janelas", o tecido ser bordado. É um trabalho do qual se diz que pode ter dado origem à renda. 

No Brasil a técnica é conhecida como crivo e bainha aberta.  O drawnork se espalha com força por toda a Europa do século XVI, com a descoberta da imprensa e a edição dos livros de padrões. No século XVIII ele se encontra disseminado pela América Latina, principalmente na América do Sul.

O barafunda, a técnica recuperada junto às casas religiosas da Bahia, é primoroso. Trabalhado com grande variedade de motivos e em grandes extensões do tecido, 
transforma-o praticamente numa renda.

Veja o vídeo: 


13 de fev. de 2019

A RENDA ARTESANAL É UMA QUIMERA?




Nhanduti de Atibaia organizou um Encontro para conversar sobre Renda Artesanal no próximo sábado, 16 de fevereiro, no Clube Recreativo, entre 14h e 17hs. Chamamos a Bianca Matsusaki, pesquisadora e estilista, para começar contando um pouco da História da Renda pra depois conversarmos sobre o que mais gostamos, A RENDA, ESSA QUIMERA!.

Você sabe o que é uma quimera? é um monstro da mitologia com uma cabeça de leão, outra de cabra e rabo de serpente... que solta fogo pela boca. Com tanta fantasia, passou a significar o impossível. Sonhoesperança ou utopia. Projeto irrealizável.

E Renda Artesanal? A Renda é arte expressa em fios. Não é tecido enfeitado, é o próprio enfeite. Jóias quebradas são pedaços de ouro; pedaços de Renda continuam sendo Renda... Ser matéria e objeto, coisa decorada e decoração, faz da Renda Artesanal uma coisa especial, um sonho, uma utopia. Uma quimera? *

Para animar a conversa, convidamos também alguns experts da área têxtil, bordadeiras e rendeiras ... professores e aprendizes de renda artesanal, a Escola Rubbo de Manuyalidades de Campinas ...  uma Colecionadora de artes manuais femininas... Todos amantes da Renda Artesanal... E será benvindo quem mais tenha interesse nessas artes tradicionais quase esquecidas. Somos poucos mas certamente temos muito pra conversar.

O Clube Recreativo Atibaiano fica na Praça da Matriz de Atibaia, no Centro, a 600m da Estação Rodoviária. A Conversa comecará às 14h e faremos uma transmissão on line para quem não puder vir até o local. A entrada é livre, mas se v. nos avisar que está vindo (pelo Facebook ou whatssapp (11) 999 423 818) garantimos seu lugar fresquinho e um café quentinho. Até lá!




Bianca do Carmo Matsusaki, docente e formada em Designer de Moda pelo Centro Universitário SENAC, possui especialização em Produção de Moda e Styling, e mestra em Ciências (Têxtil e Moda) pela USP. Trabalhou como modelista e hoje se dedica a projetos de reaproveitamento de materiais descartados pela indústria buscando alternativas sustentáveis para a moda.

NHANDUTI DE ATIBAIA, Ponto de Cultura certificado pelo Ministério da Culturasurgiu do desejo de manter viva a arte tradicional da Renda Tenerife, também conhecida por Nhanduti. Desde 2003-2004 se dedica à pesquisa, resgate e difusão da técnica por meio de pesquisas e palestras, cursos, demonstrações e outras ações que contribuam para promover a tecelagem da Renda Artesanal que se encontra em vias de esquecimento.

*interpretação livre de texto do Lace Curator, de Elizabeth Kurella, ,

4 de dez. de 2018

Minguei – Em Busca do Artesanato Popular do Japão




“Minguei – Em Busca do Artesanato Popular do Japão” é um filme em forma de caderno de viagens. Captado pela pesquisadora Silvia Sasaoka em 2002, numa expedição financiada com uma bolsa da Fundação Japão que percorreu o país, das ilhas do norte às ilhas do sul, entrevistando artesãos de tecelagem, estamparia, cerâmica e laca, entre outros. 

Nela podemos ver expressões vivas do artesanato popular, do trabalho manual a reflexões sobre as dificuldades encontradas por essa tradição. O vídeo, dirigido e finalizado por Rica Saito, é um tributo ao artesanato na sua forma mais elaborada e um testemunho da diversidade e inventividade de gerações. 

Fala Silvia Sassaoka: "O percurso da minha pesquisa se deu em cidades de 4 ilhas, do extremo norte ao extremo sul do Japão – Hokkaido, Honshu, Amami e Okinawa. Este roteiro mostrava a situação do artesanato tradicional japonês no contexto contemporâneo e dentro de uma grande diversidade cultural destas 4 ilhas"

Assista ao filme clicando no nome




Mingei - Em busca do artesanato popular do Japão

5 de out. de 2017

I Jornadas Internationales LA ROSETA DE TENERIFE



                          Han confirmado su asistencia representantes de Brasil, Croacia, Cuba, Paraguay, Puerto Rico, Estados Unidos,  al igual que artesanos de Lanzarote y Tenerife. Todos ellos disertarán sobre la influencia de la Roseta de esta Isla en sus países. Se llevará a cabo un taller con los trabajos más característicos.

                           El fin último de esta actividad es preservar y poner en valor, desde una perspectiva internacional, la Roseta de Tenerife, a través de su enseñanza, difusión  y sensibilización. También se persigue estimular la participación y la conservación de este  patrimonio cultural, y  establecer una red de intercambio de conocimientos, a escala mundial, para alentar y promover la excelencia, la innovación y la adecuación de los procesos de trabajo.

                         




7 de mai. de 2017

A WEAVING CIVILIZATION: THE ANDES




A great wealth of information about precolombino cultures.


LAS TEJEDORAS- Cultura Chancay

LOS ANDES: LA CIVILIZACIÓN DEL TEJIDO
Siglos antes de la conquista hispana, el tejido había alcanzado en los Andes una perfección y diversidad que superaba a la textilería europea de la época.
Fue un Arte Mayor, un oficio que entre los inkas se desarrolló en talleres especializados con productos de diversa calidad según los requerimientos del Imperio.
El textil andino, además de su función de abrigo, fue signo de cultura y de identidad, ya que los ancestros míticos les asignaron a los pueblos determinadas vestimentas para distinguirse.
Mantas, túnicas, vestidos, fajas y tocados, eran un recurso simbólico para significar diferencias étnicas, de rango y de ocupación en la sociedad andina.
El tejido más sofisticado fue también un bien preciado que combinaba el deseo de ostentación y lujo, con la necesidad de distinguirse de los demás.
El tejido se instaló en todas las esferas de la cultura andina.
Algunas tapicerías y extensas telas pintadas cubrieron muros de templos y palacios, junto a delicadas y transparentes gasas y tejidos reticulados.
Muchos textiles se destinaron al intercambio en alianzas políticas, para el culto y ofrenda a las deidades, o como envoltorio de fardos funerarios, dispuestos unos sobre otros, en una reiterada opulencia de texturas, colores y símbolos.
Con el mismo esmero se tejía toda clase de artefactos de uso cotidiano, entre ellas, redes de pesca, bolsas, balanzas y hasta instrumentos de contabilidad, como el quipu.
Una destacada expresión textil son las esculturas tejidas, que reflejan un momento cúlmine en la exploración de las potencialidades de este arte prehispánico.
GAZA - Cultura Chancay

 THE ANDES: A WEAVING CIVILIZATION
Centuries before the Spanish conquest, weaving in the Andes had reached a level of perfection and diversity that surpassed that of European textiles produced in the same period.
Textile making here was High Art, a skilled trade among the Inka that was practiced in special workshops, where items of different quality were produced to suit the empire’s requirements.
More than just items to protect people from the elements, Andean textiles signified culture and identity, as the mythical ancestors had handed down distinctive garments to each group to differentiate them. Blankets, tunics, skirts, sashes and headdresses were symbolic resources used to signify ethnic group, status and occupation in broader Andean society.
The most sophisticated textiles were also highly prized goods that combined a desire for lavish sumptuary display with the need to differentiate oneself from others.
Textiles permeated all spheres of Andean culture. Tapestries and large painted cloths covered the walls of temples and palaces, together with fine, transparent gauzy fabrics and reticulated woven cloth. Many textiles were produced as exchange goods used to forge political alliances, others for religious purposes and as offerings to the deities, still others to wrap the bodies of the dead in funerary bundles in a multi-layered display of textures, colors and symbols.
The same care was used to weave all kinds of artifacts for everyday use, including fishing nets, bags, weight scales and even instruments of accounting, such as the quipu.

One outstanding textile expression is found in woven sculptures, which reflect a high point in the exploration of the potential of this pre-Hispanic art form.

TAPIZ - Cultura Chancay

30 de out. de 2016

Adornos do Brasil Indígena: resistências contemporâneas




A partir de um conjunto de artefatos, fotos e filmes representativos de diferentes etnias indígenas que constituem o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, a mostra pretende apresentar o “adorno” como um elemento singular e representativo de múltiplas formas e expressões de resistências das comunidades indígenas, por meio de interlocuções entre as expressões culturais destas sociedades e a produção de arte contemporânea, no contexto dos embates da sociedade nacional. 

Estão representadas na exposição expressões culturais indígenas contemporâneas de várias regiões do território brasileiro, tais como: Waurá (MT), Suyá (MT), Krahô (TO), Rikbaktsa (MT), Bororo (MT), Guarani (SP), Kayapó-Xikrin (PA), Kaxinauá (AC) e Karajá (GO), como também vestígios arqueológicos da Amazônia e São Paulo. 

Exibindo obras já existentes – entre icônicas e pouco vistas – e outras inéditas, a exposição conta ainda com a participação de Ailton Krenak, Anna Bella Geiger, Bené Fonteles, Carlos Vergara, Claudia Andujar, Delson Uchôa, Fred Jordão, Lygia Pape, Nunca, Paulo Nazareth e Thiago Martins de Melo. 

Curadoria: Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e Moacir dos Anjos.




Sesc Pinheiros
R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05424-150
tel.: (11) 3095-9400

fonte: http://www.sescsp.org.br/programacao/103709_ADORNOS+DO+BRASIL+INDIGENA+RESISTENCIAS+CONTEMPORANEAS#/content=saiba-mais

19 de out. de 2016

TECELAGEM MANUAL BRASILEIRA

Exposição no Sesc Pompeia com curadoria de Renato Imbroisi conta com peças da ArteSol.



Até o dia 18 de dezembro, as Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia recebem a exposição “Tecelagem Manual Brasileira”, que traz conhecimento à algumas práticas usadas na tecelagem manual desde as mais antigas até peças contemporâneas, incluindo o artesanato tradicional brasileiro.
Além de celebrar as mais de três décadas de funcionamento das oficinas de tecelagem do Sesc Pompeia, a exposição conta também com obras da mestra tecelã Tiyoko Tomikawa, que ministra por mais de vinte anos cursos na área de tecelagem e tapeçaria nas Oficinas de Criatividade da unidade e é uma das mais importantes mestras da técnica de tapeçaria Gobelinno Brasil.
As peças exibidas na exposição apresentam características marcantes da tecelagem manual. Algumas das perspectivas abordadas são: as tradições de tecer com algodão fiado à mão, do grupo Central Veredas e de Berilo (Minas Gerais).
A exposição tem curadoria de Renato Imbroisi, tecelão há mais de 30 anos e pioneiro na criação de design em parceria com artesões têxteis. Renato já participou de 140 projetos por todo o Brasil e na África e realizou workshops e oficinas de criação na Itália e no Japão. O artesão iniciou seu método de desenvolvimento em 1987, quando chegou ao município mineiro de Carvalhos, onde a eletricidade só chegou nos anos 2000. A pequena população, além de cuidar de pequenas plantações para consumo próprio, produzia tecidos em teares antigos, o que inspirou Renato a trabalhar com técnicas de tecer.
Serviço:
Exposição | Tecelagem Manual Brasileira
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – São Paulo, SP
Telefone: (11)3871-7700
De 20 de agosto a 18 de dezembro.  Terça a sexta, das 10h às 20h.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h
Oficinas de Criatividade

Grátis. Livre.

7 de jan. de 2016

RENDA NHANDUTI no SESC/CARMO-SP dia 21/jan


NHANDUTI DE ATIBAIA apresenta a RENDA NHANDUTI OU TENERIFEna programação SABERES POPULARES do SESC/CARMO

Com foco no artesanato paulista, serão dois encontros com a artesã e pesquisadora Elizabeth Horta Corrêa do Grupo dos Amigos da Serra – GAS, também conhecido como Nhanduti Atibaia na programação de 21/jan, um pela manhã outro à tarde. Inscrições abertas.


 Na atividade os participantes vão conhecer a história e modo de fazer a renda, enquanto recebem as orientações básicas de como começar uma peça.


SABERES POPULARES
São encontros promovidos pelo SESC/CARMO-SP com artesãs do estado de São Paulo, com objetivo de promover a valorização dos modos e processos de criação popular como processo de conhecimento em construção.

CONTATE O SESC/CARMO:
http://www.sescsp.org.br/programacao/82123_RENDA+NHANDUTI+DE+ATIBAIA
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Nhanduti de Atibaia