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13 de jun. de 2019

Artesanato e Patrimônio Cultural - Entrevista com Adélia Borges



O que há em comum entre as bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minhas Gerais, as rendas de bilro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e a cerâmica de Cotia, no sudoeste de São Paulo? Todos estes são exemplos de saberes e fazeres manuais transmitidos de geração em geração pelos quatro cantos do Brasil. São diferentes técnicas, materiais, cores, texturas e aplicações a compor uma teia que forma o profícuo artesanato brasileiro. Expressões que prevaleceram por muitos anos como suvenires – recordações de viagem embaladas por turistas –, mas que, principalmente nas últimas duas décadas, ganharam um novo olhar, significado e importância. 
Pesquisadora e curadora de manualidades que percorrem o país de norte a sul, Adélia Borges reafirma em palestras, livros e instituições: “A única coisa primitiva sobre nosso artesanato é o nosso conhecimento a respeito dele”. Ex-diretora do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, autora e coautora de mais de 15 livros, entre eles Design + Artesanato: o Caminho Brasileiro (Terceiro Nome, 2011), Adélia não só tem um profundo conhecimento na área, como ainda se emociona e se surpreende com a riqueza de manifestações culturais manuais nos rincões por onde viaja pelo Brasil. Nesta entrevista, a especialista nos explica o que está por trás do conceito de artesanato, qual o posicionamento das expressões manuais na contemporaneidade e os desafios do porvir.
Como definir o que é artesanato?
Resolvi adotar a definição da Unesco. Artesanato é tudo que se faz com as mãos e com predomínio de processos manuais. A elaboração de objetos em que predominem as técnicas manuais, mas na qual também pode haver a utilização de tecnologias, de equipamentos. O artesanato tem uma força muito grande inclusive na economia dos países em desenvolvimento. Há estudos que mostram essa força na economia. Países onde há predomínio do artesanato nas camadas mais pobres da população. O que não acontece em diversos países do hemisfério norte, onde há um retorno expressivo do artesanato, feito por mestres, doutores, gente escolarizada, onde há muitos cursos de faculdade de design, de joalheria, design têxtil etc. Tanto que, na Europa, o artesanato se conhece muito como “movimento maker”, de fazer com as próprias mãos, que implica, em geral, o uso de técnicas artesanais muitas vezes conjugadas com digitais. Nos Estados Unidos dá-se o nome de Do It Yourself (DIY). 
Enquanto estrangeiros, como a arquiteta italiana Lina Bo Bardi, sempre foram fascinados pelo artesanato brasileiro, por que no país ainda há certo desmerecimento?
A tradição escravocrata que o Brasil tem é muito forte. É “ruim” sujar as mãos e fazer algo com elas. Se tenho instrução suficiente, mando alguém fazer e não faço. É uma tradição escravocrata e que diminui quem faz, criando uma dicotomia. Se for ver a definição de artesanato nos dicionários brasileiros, entre os significados consta: coisa rústica feita sem atenção, sem técnica. Uma visão absolutamente preconceituosa. Quando você compara essa definição com a de um dicionário britânico, é totalmente diferente. Lá entende-se por ofício, por aquilo que é feito à mão, feito com maestria por mestres da tecelagem, da cestaria etc. Então, imersos nessa realidade, precisamos de certa distância para ver o artesanato com novos olhos. Foi o que a Lina Bo Bardi fez, assim como outros. Outras iniciativas, algumas das quais faço parte, tentam mostrar o artesanato brasileiro de forma que as pessoas percebam a enorme riqueza que ele tem. Há também muitos artistas contemporâneos fazendo uso de técnicas artesanais. Como Ernesto Neto [na exposição Sopro, em cartaz na Pinacoteca], um artista que faz esculturas têxteis, muitas das quais realizadas em parceria com comunidades. Por exemplo, ele trabalhou anos com a Cooperativa de Trabalhadores da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Leia a sequencia do texto na  Revista Além das Asas . Desfrute!

3 de jun. de 2019

23º Festival Internacional de Rendas, Lepoglava, Croatia




O 23º Festival Internacional de Rendas de Lepoglava terá lugar de 13 a 15 de setembro próximo. O tema do Festival é a Renda Real e o país parceiro do Festival este ano é o Reino de Espanha. 

Além dos muitos expositores nacionais, o Festival Internacional anuncia a presença de expositores de oito países - Espanha, Hungria, Bélgica, Grã-Bretanha, Eslovénia, Estónia, Eslováquia e Polónia. A lista não é definitiva, pois é esperada a confirmação de expositores de outros países. 

O festival é realizado sob o alto patrocínio do Presidente da República da Croácia, Ms. Kolinda Grabar-Kitarović, e do Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, o Ministério da Agricultura e da Comissão Croata da NESCO

Os visitantes poderão visitar as exposições do Festival, que contará ainda com orkshops e palestras. Nos dias da festa, Lepoglava vai oferecer aos visitantes uma série de eventos culturais e entretenimentos com foco no património cultural e natural. O festival é marcado pelas Jornadas Europeias do Património. 

OBS.: NHANDUTI DE ATIBAIA estará lá levando nosso acervo de SOLES da América juntamente com Canárias e Espanha e Croatia, cada qual con seus SOLES!

19 de mar. de 2019


Nhanduti de Atibaia organizou um Encontro para conversar sobre Renda Artesanal no dia 16 de fevereiro. Chamamos a Bianca Matsusaki, pesquisadora e estilista, para começar contando um pouco da História da Renda e depois partimos pra conversar sobre o que mais gostamos, A RENDA, ESSA QUIMERA!.

Você sabe o que é uma quimera? é um monstro da mitologia com uma cabeça de leão, outra de cabra e rabo de serpente... que solta fogo pela boca. Com tanta fantasia, passou a significar o impossível. Sonho, esperança ou utopia. Projeto irrealizável.

E Renda Artesanal? A Renda é arte expressa em fios. Não é tecido enfeitado, é o próprio enfeite. Jóias quebradas são pedaços de ouro; pedaços de Renda continuam sendo Renda... Ser matéria e objeto, coisa decorada e decoração, faz da Renda Artesanal uma coisa especial, um sonho, uma utopia. Uma quimera? *

Para animar a conversa, convidamos também alguns experts da área têxtil, bordadeiras e rendeiras ... professores e aprendizes de renda artesanal ... Todos amantes da Renda Artesanal... E quem tinha interesse nessas artes tradicionais quase esquecidas. 

Fizenos uma transmissão on line que ficou meio falha - problemas acontecem. Mas fizemos um resumo bem curo das quase 4 horas de conversa gostosa que tivemos. 

Falamos um pouco de tudo e aprendemos muito. E ficamos querendo mais!

Acesse o vídeo e aproveite para se inscrever no canal e clicar no sininho para ser notificado dos lançamentos futuros!

O endereço é 

13 de fev. de 2019

A RENDA ARTESANAL É UMA QUIMERA?




Nhanduti de Atibaia organizou um Encontro para conversar sobre Renda Artesanal no próximo sábado, 16 de fevereiro, no Clube Recreativo, entre 14h e 17hs. Chamamos a Bianca Matsusaki, pesquisadora e estilista, para começar contando um pouco da História da Renda pra depois conversarmos sobre o que mais gostamos, A RENDA, ESSA QUIMERA!.

Você sabe o que é uma quimera? é um monstro da mitologia com uma cabeça de leão, outra de cabra e rabo de serpente... que solta fogo pela boca. Com tanta fantasia, passou a significar o impossível. Sonho, esperança ou utopia. Projeto irrealizável.

E Renda Artesanal? A Renda é arte expressa em fios. Não é tecido enfeitado, é o próprio enfeite. Jóias quebradas são pedaços de ouro; pedaços de Renda continuam sendo Renda... Ser matéria e objeto, coisa decorada e decoração, faz da Renda Artesanal uma coisa especial, um sonho, uma utopia. Uma quimera? *

Para animar a conversa, convidamos também alguns experts da área têxtil, bordadeiras e rendeiras ... professores e aprendizes de renda artesanal, a Escola Rubbo de Manuyalidades de Campinas ...  uma Colecionadora de artes manuais femininas... Todos amantes da Renda Artesanal... E será benvindo quem mais tenha interesse nessas artes tradicionais quase esquecidas. Somos poucos mas certamente temos muito pra conversar.

O Clube Recreativo Atibaiano fica na Praça da Matriz de Atibaia, no Centro, a 600m da Estação Rodoviária. A Conversa comecará às 14h e faremos uma transmissão on line para quem não puder vir até o local. A entrada é livre, mas se v. nos avisar que está vindo (pelo Facebook ou whatssapp (11) 999 423 818) garantimos seu lugar fresquinho e um café quentinho. Até lá!




Bianca do Carmo Matsusaki, docente e formada em Designer de Moda pelo Centro Universitário SENAC, possui especialização em Produção de Moda e Styling, e mestra em Ciências (Têxtil e Moda) pela USP. Trabalhou como modelista e hoje se dedica a projetos de reaproveitamento de materiais descartados pela indústria buscando alternativas sustentáveis para a moda.

NHANDUTI DE ATIBAIA, Ponto de Cultura certificado pelo Ministério da Cultura, surgiu do desejo de manter viva a arte tradicional da Renda Tenerife, também conhecida por Nhanduti. Desde 2003-2004 se dedica à pesquisa, resgate e difusão da técnica por meio de pesquisas e palestras, cursos, demonstrações e outras ações que contribuam para promover a tecelagem da Renda Artesanal que se encontra em vias de esquecimento.

*interpretação livre de texto do Lace Curator, de Elizabeth Kurella, ,

4 de dez. de 2018

Minguei – Em Busca do Artesanato Popular do Japão




“Minguei – Em Busca do Artesanato Popular do Japão” é um filme em forma de caderno de viagens. Captado pela pesquisadora Silvia Sasaoka em 2002, numa expedição financiada com uma bolsa da Fundação Japão que percorreu o país, das ilhas do norte às ilhas do sul, entrevistando artesãos de tecelagem, estamparia, cerâmica e laca, entre outros. 

Nela podemos ver expressões vivas do artesanato popular, do trabalho manual a reflexões sobre as dificuldades encontradas por essa tradição. O vídeo, dirigido e finalizado por Rica Saito, é um tributo ao artesanato na sua forma mais elaborada e um testemunho da diversidade e inventividade de gerações. 

Fala Silvia Sassaoka: "O percurso da minha pesquisa se deu em cidades de 4 ilhas, do extremo norte ao extremo sul do Japão – Hokkaido, Honshu, Amami e Okinawa. Este roteiro mostrava a situação do artesanato tradicional japonês no contexto contemporâneo e dentro de uma grande diversidade cultural destas 4 ilhas"

Assista ao filme clicando no nome




Mingei - Em busca do artesanato popular do Japão

22 de nov. de 2018

XII Encontro Mestres do Mundo



O Encontro Mestres do Mundo está consolidado no calendário da cultura no Ceará como uma ação de democratização do acesso aos bens e serviços culturais que vem atender à necessidade de criar espaços para a transmissão de saberes prevista na Lei Estadual nº 13.842, que instituiu o programa Tesouros Vivos do Ceará. Desde 2003, foram diplomados 95 Mestres da Cultura, 11 grupos e 02 coletividades, reconhecidos como detentores dos saberes da cultura popular tradicional, patrimônio imaterial do Estado do Ceará.
XII Encontro Mestres do Mundo
de 21 a 24 de novembro de 2018
Local: Aquiraz (CE)
Das 9h às 0 h

Aberto ao público




Em 2008 NHANDUTI DE ATIBAIA participou do IV Encontro na cidade do Juazeiro, quando foi contemplado na categoria "Iniciativas da Sociedade Civil" pelo Prêmio Culturas Populares 2007-Mestre Duda do Ministério da Cultura. Veja a notícia que demos no n/blog Nhanduti de Atibaia na ocasião AQUI.


26 de ago. de 2018

Por quê as manualidades fazem um bem danado pra gente?



O ritmo constante, a atenção total e a repetição dos movimentos melhoram a ansiedade, a depressão e reduzem muito o nosso estresse. Além disso, segundo a neurociência, as manualidades ajudam a:
- Desenvolver a percepção espacial, a coordenação mãos-olhos e a habilidade motora;
- Centrar a atenção e os pensamentos em uma só tarefa;
- Estimular a criatividade ativa (e afetiva);
- Gerar sentimentos de plenitude, conquista e orgulho;
- Aprender a paciência e a perseverança;
- Estimular a memória e a agilidade mental;
- Gerar auto-confiança e melhorar a auto-estima;
- Criar vínculos sociais...
Não importa se você faz tricô, crochê, pinta ou borda. Ou faz renda.
As possibilidades são infinitas e os benefícios também. 

6 de ago. de 2018

Breve: PORTAL NHANDUTI DE ATIBAIA.


Você sabia que a ong NHANDUTI DE ATIBAIA tem um
 MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE  ?

Acesso para esse e mais outros sites contendo mais de 10 anos de pesquisa e resgate da
Renda Tenerife conhecida também como Nhanduti através do 
PORTAL NHANDUTI DE ATIBAIA 
em breve!


11 de jul. de 2018

LAS RANDAS DEL TIEMPO, modelo de salvaguardia del arte textil



La Randa es un delicado y artístico tejido de punto, que consiste en una sutil trama elaborada con agujas y delgados hilos anudados con mucha paciencia. Es realizado por mujeres oriundas principalmente de El Cercado, Tucumán, Argentina y el proceso tradicional de su producción, ha perdurado desde el siglo XVII.

La transmisión de esta técnica de tejido tradicional recorrió generaciones enseñándose de madre a hija.

No Brasil duas técnicas guardam similaridade com as RANDAS TUCUMANAS: a Renda Turca e Renda Singeleza.

9 de jun. de 2018

Parceria com THE LACE MUSEUM de Sunnyvale, Califórnia.


Parceria  com THE LACE MUSEUM de Sunnyvale. 
Vamos publicar no nosso site MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE as peças do acervo de Renda de Trama Radial desse museu que fica perto de São Francisco, Califórnia. 
Começamos magistralmente dia 08 de junho: a peça é um duas peças, saia e blusa, do final dos 1800 todo em Renda Tenerife. 
Visite o MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE e veja o ítem do acervo do The Lace Museum❗
http://nhandutimuseuvirtual.blogspot.com/

Clique para acessar The Lace Museum


8 de jun. de 2018







A partir do dia 9 de junho, o Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera recebe a exposição Bancos Indígenas do Brasil, que apresenta, com entrada gratuita, cerca de 70 peças da coleção BEI. Os bancos foram produzidos por povos de várias regiões do alto e baixo Xingu, sul da Amazônia, Centro-Oeste, norte do Pará e noroeste amazônico. 

A mostra, cuja expografia ficou a cargo da designer Claudia Moreira Salles e do arquiteto Eiji Hayakawa, revela a sofisticação e a importância cultural dos bancos: alguns são zoomórficos, representando animais da fauna brasileira; outros são assentos mais convencionais, lixados com esmero, decorados com grafismos traçados com pigmentos naturais ou com entalhes. Em todos, os aspectos utilitários e decorativos conciliam-se com a dimensão simbólica, de forma que as peças espelham o universo cultural, os mitos e a cosmologia das etnias que as fabricam. 


EXPOSIÇÃO BANCOS INDIGENAS DO BRASIL
9 de junho a 5 de agosto
Acesso: Portão 3 e 10 – Av. Pedro Álvares Cabral
Funcionamento: quarta, sábado, domingo e feriado
Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Tel: (11) 5081-7296 e 3208-1755
Entrada Gratuita.

10 de mai. de 2018

Frivolitas: um projeto sustentável com a técnica da Renda Tenerife ou Nhanduti



Quixeramobim, Ceará, possui um programa desenvolvido com a associação de artesãos em que módulos da Renda Tenerife – que chamam Nhanduti – são aplicados em sapatos artesanais. Além de trabalhar com a técnica da tecelagem, os sapatos são feitos com descarte de uma fábrica de calçados da cidade. 
A técnica de tecer foi levada para a cidade em 2015 por uma senhora originária do Estado de São Paulo.

28 de abr. de 2018

Ronaldo Fraga: A moda tem que ter propósito, assim como a vida.”

A roupa de Ronaldo Fraga nunca é só roupa. O estilista mineiro traz sempre significados ora políticos, ora sociais às suas criações, transformando os desfiles em manifestos. Desta vez, Ronaldo jogou luz à maior tragédia ambiental da história do Brasil: o rompimento da barragem de Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015. Com uma mensagem de reconstrução e resistência, ele se uniu a bordadeiras da região de Barra Longa, devastada pelo acidente, para desenvolver as peças da coleção apresentada na São Paulo Fashion Week (SPFW).


                             Pioneiro em desenvolver parcerias com comunidades artesãs para a produção de suas roupas, Fraga critica, em entrevista à BBC Brasil, o que vê como preconceito com os produtos artesanais nacionais. "O artesanato brasileiro é visto como coisa de pobre, feito para comprar para ajudar gente pobre", diz.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Sua nova coleção traz trabalhos das bordadeiras da região de Barra Longa, atingida diretamente pela tragédia em Mariana (em 2015, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco inundou de lama diversas comunidades da cidade mineira). Há uma preocupação de que esse ofício se perca nesse local? Qual seu objetivo com isso?
Ronaldo Fraga - Gerar emprego e renda com reafirmação e apropriação cultural. É isso que faz com que mantenha-se o corpo e a musculatura do saber. E mais: que estimule a geração que está por vir a enxergar isso como valor.
Modelo do desfile de FragaDireito de imagemMARCELO SOUBHIA / FOTOSITE
Image captionModelo do desfile de Fraga: 'O que interessa é a moda ser entendida como cultura - isso é indiscutível', diz estilista
BBC Brasil - Mas o artesanato brasileiro é visto dessa forma pela nossa sociedade? Há algum tipo de preconceito?
Fraga - Claro. Há muito preconceito do brasileiro com nosso artesanato. O artesanato brasileiro é visto como coisa de pobre, feito para comprar para ajudar gente pobre. As pessoas não têm a educação, o saber e a boa vontade para poder ter o mínimo de esforço em enxergar a ancestralidade, a formação de um povo ali. Isso é muito característico de um país colonizado, porque eternamente vai achar uma renda europeia infinitamente mais bonita do que uma renda brasileira, quando essa renda brasileira conta a história desse povo.
Esse bordado de Barra Lagoa por exemplo, ele veio para o Brasil através dos portugueses no século 18, nos áureos tempos (das cidades mineiras) de Mariana e Ouro Preto. E Barra Lagoa era o polo dessa produção. Após essa tragédia ambiental nós corremos o risco de uma tragédia cultural porque, estigmatizadas, essas pessoas estão largando suas terras, mudando de cidade. Corremos o risco de esse saber desaparecer. Então é preciso que as novas gerações entendam esse valor.
fonte: BBC BRASIL

29 de mar. de 2018

ARTESOL LANÇA PORTAL DO ARTESANATO BRASILEIRO


Artesãos e mestres de comunidades tradicionais que produzem artesanato no Brasil ganharam um portal para expor seus trabalhos, trocar experiências e profissionalizar o setor. A nova plataforma, lançada em São Paulo, faz parte da Rede Artesol – Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro e foi financiada com incentivos fiscais da Lei Rouanet.



A Rede é uma iniciativa da organização social sem fins lucrativos Artesol – Artesanato Solidário, de São Paulo (SP). A coordenadora-geral do projeto, Josiane Masson, diz que a Rede e o portal são tentativas de superar a histórica fragmentação e desarticulação do setor. "A ideia é conectar pessoas, histórias e territórios. A gente queria mostrar o quanto o artesanato é belo na sua simplicidade", afirma Josiane.

A seleção dos 126 grupos foi resultado de pesquisa em 24 unidades da federação – apenas Roraima, Rondônia e Amapá ficaram de fora. A Artesol mapeou as cadeias produtivas em que os grupos estão inseridos, identificando lojistas, espaços culturais e entidades que apoiam o setor.

                                                     

De início, foram selecionados 126 grupos e associações de artesãos, para divulgação no portal. Como numa rede social, cada grupo tem a sua página, com fotos e informações sobre a comunidade e o artesanato produzido, com dados de contato, como telefone e e-mail dos respectivos grupos. A própria plataforma também permite o envio de mensagens, o que poderá abrir caminho para a comercialização de obras.

O portal contém ainda seções com conteúdo sobre o que é artesanato e orientações para comerciantes que atuam no setor, com foco no combate ao trabalho infantil, na promoção da igualdade de gênero, no uso sustentável dos recursos naturais e na remuneração justa dos trabalhadores. Há também uma espécie de código de conduta para quem comercializa obras de artesanato: "A gente não quer atravessadores, pessoas que explorem os artesãos." Um blog divulga iniciativas de artesãos e apoiadores do setor.

O portal está aberto a outros mestres e artesãos, mas estabelece critérios de seleção. Josiane diz que somente serão aceitos grupos de comunidades tradicionais, já que se trata primordialmente de um projeto cultural com o objetivo de fortalecer as raízes do artesanato brasileiro.



FONTE: http://www.cultura.gov.br
               http://www.artesol.org.br/

2 de mar. de 2018

Só se preserva aquilo que se ama, só se ama aquilo que se conhece.



A ONG NHANDUTI DE ATIBAIA esta iniciando sua atividade em 2018 fazendo DEMONSTRAÇÕES DA TÉCNICA DA RENDA TENERIFE na 3º Dobrada Cultural, série de eventos de promoção à cultura e valorização das artes locais que acontece na cidade de Atibaia entre os dias 03 de março até 22 de abril.

A DEMONSTRAÇÃO é uma estratégia de promoção em que um bem ou técnica é exposto ou exposta  às pessoas que estejam circulando em eventos ou espaços públicos. Esta atividade de difusão  concomitante com outras atividades é prática é muito utilizada no exterior por grupos que trabalham com ofícios tradicionais que assim combater o esquecimento de saberes e fazeres que integram o patrimônio cultural imaterial de uma população ou local que se encontram em vias de esquecimento.

NHANDUTI DE ATIBAIA é uma associação sem fins econômicos que há mais de 10 anos se dedica ao estudo e resgate da Renda Tenerife, uma renda artesanal de agulha que teve expressão econômica na nossa região até meados dos anos 1900. 
Elizabeth Correa, fundadora da associação e idealizadora do projeto teve sua iniciativa reconhecida através da premiação de Mestra Rendeira recebida no Concurso  Culturas Populares 2017 - Edição Leando Gomes de Barros" do Ministério da Cultura (SCDC/MINC) .

Elizabeth e NHANDUTI DE ATIBAIA estão compondo forças com a 3º Dobrada Cultural de Atibaia. No dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, estarão fazendo uma DEMONSTRAÇÃO  DA TÉCNICA DA RENDA TENERIFE na abertura da Exposição "A Essência do Feminino", às 19hs, no Centro de Convenções Victor Brecheret , que fica na Al. Lucas nogueira Garcez, 511, Parque das Águas, Atibaia.


|Leia mais em: https://atibaiaconnection.com.br/3a-dobrada-cultural-tem-inicio-neste-sabado-03-em-atibaia/

11 de fev. de 2018

ESPAÇO NHANDUTI DE ATIBAIA



Depois de mais de uma década de pesquisa e dedicação à Renda Tenerife estamos abrindo nosso atelier em Atibaia para receber nossos amigos e seguidores e quem quiser conhecer um pouco de nosso trabalho.

Também queremos patrocinar alguns cursos ou oficinas na região, tanto de renda artesanal como de outras técnicas e estamos começando com uma 

OFICINA DE BORDADO CRIATIVO 

dia 16/março

SONIA BIANCO

Uma oficina de um dia (manhã e tarde) em que SONIA BIANCO nos introduz em três técnicas  diferentes para com elas, a aquarela sobre o linho, depois a feltragem e o bordado, abrir as portas da  criatividade e deixar fluir as imagens na execução do trabalho com linhas e pontos...
Fale conosco para mais informações pelo ehc.correa@gmail.com ou pelo F:(11)999 423 818.

7 de mai. de 2017

A WEAVING CIVILIZATION: THE ANDES




A great wealth of information about precolombino cultures.


LAS TEJEDORAS- Cultura Chancay

LOS ANDES: LA CIVILIZACIÓN DEL TEJIDO
Siglos antes de la conquista hispana, el tejido había alcanzado en los Andes una perfección y diversidad que superaba a la textilería europea de la época.
Fue un Arte Mayor, un oficio que entre los inkas se desarrolló en talleres especializados con productos de diversa calidad según los requerimientos del Imperio.
El textil andino, además de su función de abrigo, fue signo de cultura y de identidad, ya que los ancestros míticos les asignaron a los pueblos determinadas vestimentas para distinguirse.
Mantas, túnicas, vestidos, fajas y tocados, eran un recurso simbólico para significar diferencias étnicas, de rango y de ocupación en la sociedad andina.
El tejido más sofisticado fue también un bien preciado que combinaba el deseo de ostentación y lujo, con la necesidad de distinguirse de los demás.
El tejido se instaló en todas las esferas de la cultura andina.
Algunas tapicerías y extensas telas pintadas cubrieron muros de templos y palacios, junto a delicadas y transparentes gasas y tejidos reticulados.
Muchos textiles se destinaron al intercambio en alianzas políticas, para el culto y ofrenda a las deidades, o como envoltorio de fardos funerarios, dispuestos unos sobre otros, en una reiterada opulencia de texturas, colores y símbolos.
Con el mismo esmero se tejía toda clase de artefactos de uso cotidiano, entre ellas, redes de pesca, bolsas, balanzas y hasta instrumentos de contabilidad, como el quipu.
Una destacada expresión textil son las esculturas tejidas, que reflejan un momento cúlmine en la exploración de las potencialidades de este arte prehispánico.
GAZA - Cultura Chancay

 THE ANDES: A WEAVING CIVILIZATION
Centuries before the Spanish conquest, weaving in the Andes had reached a level of perfection and diversity that surpassed that of European textiles produced in the same period.
Textile making here was High Art, a skilled trade among the Inka that was practiced in special workshops, where items of different quality were produced to suit the empire’s requirements.
More than just items to protect people from the elements, Andean textiles signified culture and identity, as the mythical ancestors had handed down distinctive garments to each group to differentiate them. Blankets, tunics, skirts, sashes and headdresses were symbolic resources used to signify ethnic group, status and occupation in broader Andean society.
The most sophisticated textiles were also highly prized goods that combined a desire for lavish sumptuary display with the need to differentiate oneself from others.
Textiles permeated all spheres of Andean culture. Tapestries and large painted cloths covered the walls of temples and palaces, together with fine, transparent gauzy fabrics and reticulated woven cloth. Many textiles were produced as exchange goods used to forge political alliances, others for religious purposes and as offerings to the deities, still others to wrap the bodies of the dead in funerary bundles in a multi-layered display of textures, colors and symbols.
The same care was used to weave all kinds of artifacts for everyday use, including fishing nets, bags, weight scales and even instruments of accounting, such as the quipu.

One outstanding textile expression is found in woven sculptures, which reflect a high point in the exploration of the potential of this pre-Hispanic art form.

TAPIZ - Cultura Chancay

13 de nov. de 2016

"ÑANDUTI, LACE OF PARAGUAY", O FILME




"Ñandutí, Lace of Paraguay, by Annick Sanjurjo and Albert J. Casciero, documents the history, evolution and making of this beautiful and delicate lace and it complements the book and e-book of the same title.'
www.nandutilace.com





"Ñandutí, Encaje del Paraguay, de Annick Sanjurjo y Albert J. Casciero narra la historia, evolución y confección de este hermoso y delicado encaje y complementa el libro y e-libro del mismo título."



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Nhanduti de Atibaia