22 de mai de 2011

Renda Tenerife na Espanha




A Espanha tem uma movimentação enorme em torno da renda artesanal como atividade de lazer ( dizem lá "ocio").  As cidades espanholas tanto pequenas como grandes realizam encontros de rendeiras nos finais de semana e disputam na agenda o comparecimento de artesãs e de interessados e interessados nesses eventos.

A imensa maioria das rendeiras são dedicadas à renda de bilro, em sua vasta gama de possibilidades e regionalidades, mas também encontramos artesãs dedicadas a outras atividades da tecelagem, da costura e dos vários bordados. Em Úbeda, por exemplo, encontramos muito frivolité, resgate incentivado por Juanita, ex-presidente da Associação de Rendeiras local.

Bastante raro é encontrarmos nestes eventos de rendeiras quem faça ou se dedique à renda tenerife (o que, aliás, confirma a situação de quase esquecimento da técnica). Manolo, responsável pelo site da Associação Ibn Al Baytar, de rendeiras de bilro de Benaldema-Costa, Málaga, é frequentador assíduo e divulgador dos Encontros e há algum tempo fez uma divagação sobre a renda tenerife em seu blog, divagação esta motivada por uma postagem do site NHANDUTI DE ATIBAIA em que mostramos três peças de renda nhanduti feitas ao longo do século passado porém com idêntica padronagem (veja AQUI o post), repetição de padrões certamente imposta à rendeira pelo mercado da renda artesanal, como Manolo bem colocou. Leia abaixo o comentário sobre a repetição de padrões.
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Onde fica La Mojonera?
  
 Uma das Associações participantes (do Encontro) era a de Huércal de Almería, e nela havia uma senhora que me chamou a atenção por estar fazendo renda tenerife, já que é muito difícil de encontrar quem faça essa técnica, e conversamos um pouco. Ela me contou que sua avó é que lhe havia ensinado a tecer e que embora ela já não fosse jovem estava sempre fazendo alguma coisa. Comentei com a senhora do estudo que Elisabeth do Brasil vem fazendo sobre a renda tenerife e sobre tres peças que ela encontrou com as mesmas características, sendo que tais peças foram feitas ao longo de um período de cerca de 100 anos. E falando destas peças encontradas por Elisabeth lembramos que algumas rendeiras de Almagro ou de Hinojosa (duas das poucas cidades espanholas que ainda tem na renda uma importante atividade econômica)  que faziam/fazem sempre dois ou tres modelos de renda de bilro e adquirem tal experiência e rapidez para faze-los que acabam fazendo somente estes poucos padrões já que com eles conseguem ganhar melhor  com a atividade de rendeira e acabam assim, durante toda sua vida, fazendo sempre os mesmos padrões. Será que alguma coisa semelhante se passava com as rendeiras de nhanduti na América do Sul?
(Tradução livre com adendos nossos entre parênteses)
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 Quer saber mais sobre a importância econômica
da renda na Espanha e Europa até o início do Sec.XX?
Clique AQUI e acesse uma interessante
postagem do blog parceiro Con Nuestras Manos

"COMENTARIO DO VII ENCONTRO DE RENDAS DE BILRO DE LA MOJONERA"  Una de las Asociaciones participantes, eran las de Huércal de Almería y allá había una Señora con un Tenerife que me llamó la atención, es muy raro el encontrarte con algo de esta técnica y estuve hablando un poquito con ella. Me decía que se lo había enseñado su abuela, y ella ya no era una jovencita, y que ahí andaba practicando y haciendo sus cositas. Le estuve comentando el estudio que lleva a cabo Elisabeth de Brasil, sobre un tapete que del mismo modelo, en todas sus características, se saben tres tapetes realizados en un período de más de 100 años. Ya comentaremos del estudio de Elisabeth y que estamos tratando de unir a la costumbre de las Encajeras de Hinojosa o de Almagro de que hacían/hacen un mismo modelo, o dos o tres o cuatro durante toda su vida y con la experiencia y conocimiento que ya tenían de sus pocos modelos, hacen/hacían un tapete en un dos por tres y a cobrar y hacer Caja, ¿pasaba lo mismo o parecido con el Nhanduti/Tenerife/Rosetas por Sur América?

Veja a postagem na íntegra: http://encajerasbolilleras.blogspot.com

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