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12 de ago. de 2022

II Jornada da Roseta de Tenerife


Nos dias 28, 29 e 30 de Julho de 2022, aconteceu a II Jornada da Roseta de Tenerife, em Vilaflor de Chasna, em Tenerife, uma das Ilhas Canárias. O objetivo do encontro é a preservação de ofícios artesanais em vias de esquecimento, com foco na Roseta de Tenerife, tecelagem autóctone da família dos Soles, cuja principal característica é o urdimento radial. A partir das conquistas espanholas do século XV e do arquipélago a técnica se espalhou pelo mundo, apresentando variações próprias em cada local em que se aculturou, principalmente nas Américas, originando o Ñanduti, os Soles de Maracaibo, a renda Tenerife e outras variações.

 O evento contou com a presença de especialistas e artesãos envolvidos ou interessados na técnica de diversos países onde é praticada. Advindos de países como Brasil, Venezuela, Porto Rico, Paraguai e Croácia, esses convidados buscaram compartilhar estudos, experiências e vivências visando a promoção e salvaguarda da renda.

Elizabeth Horta Correa, fundadora do Coletivo e Ponto de Cultura Nhanduti de Atibaia, se apresentou para expor o evento que organiza e patrocina, o SOL LACE DAY. Em sua fala “Una comunidad unida por las rosetas e los soles”, fala dos quase 20 anos de dedicação ao Soles, as estratégias de resgate, pesquisa e divulgação em diversos países do mundo.

O Evento foi organizado pelo Cabildo de Tenerife em parceria com a Prefeitura de Vilaflor de Chasna, além do Museu de Artesanato Ibero-Americano de Tenerife (MAIT) e da Companhia Insular de Artesanato (ARTENERIFE). Foi transmitido virtualmente pelo Youtube e ficou gravado, podendo ser integralmente acessado através do links https://www.youtube.com/watch?v=9lkMqi42Yj8 e https://www.youtube.com/watch?v=p9iBm49YlpU .

    Abaixo temos a gravação da palestra de Elizabeth Horta Correa “Una comunidad unida por las rosetas e los soles”.






20 de mar. de 2022

Reedição do livro "Ñanduti, encaje del Paraguay" de Annick Sanjurjo


O livro da década de 70 de Sanjurjo sobre a renda símbolo do Paraguay foi reeditado pela Fundação Texo. A obra não perdeu sua atualidade e permanece sendo a grande obra sobre o assunto. Pode ser comprado no Museu da Fundação Texo para a Arte Contemporânea na cidade de Assunção, onde também pode ser visitada uma exposição de uma parte da coleção de peças da renda da autora. 

Maiores informações no site https://www.abc.com.py/espectaculos/cultura/2022/03/20/reeditan-libro-sobre-el-nanduti/

28 de dez. de 2021

Coleção de ñandutis de Annick Sanjurjo

 





Annick Sanjurjo doou sua coleção de ñandutis para Fundação Texo, de Assunção/Paraguai, que em 2019 organizou a mostra CONSTELACIONES, com alguns dos exemplares mais representativos e que, no próximo mês de fevereiro, inaugura a SALA ANNICK SANJURJO que além da coleção da pesquisadora, abrigará obras de artistas populares.

 

 


Annick Sanjurjo é pesquisadora, nascida em Assunção e sua obra  ÑANDUTI, ENCAJE DE PARAGUAY, de 1975, permanece  sendo a obra seminal sobre a renda símbolo do Paraguai. 










fonte: Ñanduti, encaje del Paraguay

2 de abr. de 2018

ARTESANATO TRADICIONAL CRESCE 83,7%

Renda Turca de Bicos: uma RENDA gerando RENDA (fonte: Jornal Estado de Minas)


Num balé de linhas e agulhas, a vida passa em sucessão de cenas pelas cabeças de jovens a mulheres maduras, que vão traçando saídas encontradas na arte do bordado e da renda para assumir o próprio controle sobre os desejos, a profissão e a manutenção da casa e dos filhos. O ofício tão antigo quanto os tempos coloniais – trazido ao país pelos portugueses e espanhois – se fortalece, em lugar de sucumbir aos tempos em que um simples toque no celular resolve com impressionante praticidade do almoço ao jantar. Num cenário de crise da economia, então, se diversifica e atrai mais mãos quase mágicas.
Das técnicas do crivo ao richelieu, os grupos de bordadeiras vêm crescendo em várias regiões de Minas Gerais, onde a arte virou tradição, ou não perdeu o laço cultural, a exemplo de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; Turmalina, Berilo e Veredinha, no Vale do Jequitinhonha; Tiradentes, na porção central do estado, e Ipanema, no leito do Rio Doce.
Num país em que se dá pouca importância ao que dizem as estatísticas, os poucos dados existentes sobre o artesanato do bordado mostram que a atividade desponta na geração de emprego e renda em 4.243 municípios do Brasil, 76% do total, com base na pesquisa mais recente sobre o negócio da cultura nos municípios feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2014. É como um traço da cultura nacional, desenvolvido em todos os estados, do Nordeste ao Sul do país.
Sergipe lidera a geografia do bordado, e na ice-liderança, ainda de acordo com o levantamento de dados do IBGE, empatam Minas Gerais e Goiás. Há bordadeiras trabalhando em 714 municípios mineiros, universo que representa 83,7% das cidades do estado. Quando consideradas as 44 cidades onde o artesanato da renda é desenvolvido, a média mineira sobe a 88,9% dos 853 municípios.
Trata-se, no Brasil e em Minas, de uma larga vantagem do bordado frente aos trabalhos feitos em madeira, material reciclado, barro e couro, entre outros. Na pesquisa anterior, de 2012, a atividade estava presente em 81,5% das cidades mineiras. Ponto paris, matizes, ponto atrás, richelieu, bainha aberta, pontos livres, as agulhas de Nayla Magalhães contam histórias bordadas no linho, no algodão, em toalhas e colchas, em jogos americanos, em saias e blusas, em camisas delicadas.

DIVERSIDADE 
Nayla tem muita habilidade com as agulhas, mas ela também tem talentos com a RENDA. A artesã de 65 anos é uma das responsáveis por manter vivo no município histórico a renda turca de bicos, registrada como bem de natureza imaterial, uma releitura da tradicional renda europeia. O trabalho que preserva a cultura do estado também gera emprego e renda. “Para nós, o ano não foi ruim. Participei de feiras com boas vendas, tive muitas encomendas para o Natal e estou com a agenda cheia até junho do ano que vem”, comemora a bordadeira.
Elas produzem e comercializam de itens decorativos a utilitários. “É um artesanato que começa na arte manual, e conjugado com outras matérias-primas leva à criação de produtos de maior valor agregado. O bordado ganha espaço também por carregar uma identidade cultural forte”, afirma Sabrina Campos. Faltam estatísticas sobre a receita movimentada pela atividade.
Sabrina destaca que o Sebrae tem observado aumento das vendas dos grupos de bordadeiras nos últimos dois anos. Na forma de ofício, o bordado e a RENDA ganharam, ainda, versões desenvolvidas em diferentes regiões de Minas e do país. No Nordeste, por exemplo, artesãos se especializaram na RENDA IRLANDESA e na Paraíba cresceu o trabalho da RENDA RENASCENÇA.

Saiba mais sobre o interesse comercial pelos artesanatos tradicionai e o crescimento da RENDA como atividade comercial no artigo abaixo:
http://www.centrocape.org.br/destaques/noticia/artesanato-associado-a-tradicao-cresce-em-837-dos-municipios-de-minas

15 de set. de 2017

ARS PANICALE

A renda sobre tule "Ars Panicale" nasceu em meados dos anos 900 em Panicale, Perugia Ee e atualmente a organização LA TRAMA DE ANITTA forma rendeiras da técnica e organiza todos os anos, na terceira semana de setembro, o FILI IN TRAMA .

Na QUINTA MOSTRA MERCATO INTERNATIONALE DEL MERLETTO E DEL RICAMO deste ano o Museu Iberoamericano de Artesania de Tenerife - MAIT levou as 

Rosetas Canárias. Veja uma postagem clicando AQUI.

https://www.facebook.com/MAITenerife/posts/1654307481247540



Da Ars Panicale

Il ricamo su Tulle “Ars Panicalensis” nasce a Panicale nella prima metà del ‘900 per volere di Anita Belleschi Grifoni, una donna colta e raffinata ma anche molto intraprendente, che negli anni ’30 fonda una scuola di ricamo, riconosciuta dall’E.N.A.P.I. tra il 1936 e il 1938, che diventò ben presto famosa in tutte le famiglie nobili e dell’alta borghesia del tempo, fino ad essere apprezzata dalla casa reale. Anita infatti realizzò, insieme alla figlia Maria Teresa Grifoni, l’abitino da Battesimo per la Principessa Maria Pia di Savoia, figlia di Umberto II e Maria Josè, nel 1934.

Saiba mais: 
http://www.arspanicalensis.com/
https://www.facebook.com/Ars-Panicalensis-507541362744181/
https://www.facebook.com/FiliinTrama/

11 de ago. de 2017

A talk about RENDA BRASILEIRA with S.Sassaoka



Marcos Mussi - RENDA BRASILEIRA

A talk to researcher and producer Silvia Sasaoka about lace in Brazil . At that time, June, 2013, there was a exhibit named RENDA BRASILEIRA at SESC/Belenzinho, Curator Renato Imbroisi.

fonte : craftcouncil.org

- Can you tell me a little bit about Brazilian lace? 
Laces are a secular tradition in Brazil that passes from mother to daughter. Learning starts early, between 6 and 12 years old. The girls - and boys, more rarely - learn by observing the everyday work by lace makers in their family and neighborhood. Researchers say that laces arrived in Brazil with European settlers and different techniques for incorporating it came with the different flows. Although the techniques practiced today in Europe stem from the fifteenth and sixteenth centuries, the story of the airy stitches techniques goes back to ancient Eastern cultures. Some researchers identify their origins in the Iberian Peninsula as a legacy of the Moors. Others point to the influence of eastern macramé. And there are those who express their indigenous roots as one of the basic techniques.

There is no doubt that there is a link between laces and the fishing nets, particularly in Brazilian coastal regions, woven mostly by the fishermen’s Marcos Muzi Image Gallery wives. The first laces were introduced by the European techniques in Brazil through the Azores Islands from Portugal.

There are several techniques that have developed, and they basically fall into two major groups: bobbin lace and needle lace, which are subdivided into many variants as Renaissance or needle laces, Irish Laces (a variety of needle laces differing from material), frivolité laces (tatting), nanduti (Tenerife), and filet laces (embroidery on cotton thread of fishermen’s net technique).

- How has this lace tradition moved into current times? 
In ancient times, laces were made of linen and silk yarns, and nowadays cotton thread it is mostly used. Before industrialization, laces represented an investment activity that helped support the family.
But, with the mass production of industrialized laces, the craftsmen lost their space in market. Today in Brazil, lace maker’s daughters and other girls resist doing the most time consuming work by hand, with so many other available jobs. But the story of laces grows in circles, like the stitches in the air. A sudden passion for craftsmanship revitalized the way of doing things by hand, and lace makers regained self-esteem and new professional perspectives. Several Brazilian fashion designers started to include laces as themes for collections: Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Martha Medeiros, Eduardo Ferreira, and Lino Villaventura, among others.




- Where do you see this craft tradition going in the future? 
This new provision of the so-called consumer market is dramatically affecting and transforming the production of laces. Laces acquire new shapes, colors and functions, and are made with old and new materials. Currently, the lace makers are paying attention to fashion trends, and seek to renew and innovate. And governmental and non-governmental institutions are offering several courses, as part of a broader program of recovery, rebuilding and resignification of Brazilian handicraft.



Marcos Mussi - RENDA BRASILEIRA


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