Aproveitando o fato de encontrarem-se reunidos mestres artesãos e investigadores de vários países para a II Jornada Internacional da Roseta de Tenerife em Vilaflor de Chasna, Tenerife, em reconhecimento à importância de Annick Sanjurjo para o estudo sobre o "ñanduti" e as rosetas canárias que se espalharam pelo mundo, foi entregue à Biblioteca do Museo de Artesania Iberoamericano de Tenerife - MAIT, na pessoa da investigadora Milagros Amador, um exemplar do livro ÑANDUTI, ENCAJE DEL PARAGUAY, de Annick Sanjurjo e Albert Casciero,reedição da obra feita pela Fundaçâo Texo, sediada em Assunção (Paraguai). A doação foi feita a colaboração dos próprios autores, juntamente com o mais novo estudo de Annick Sanjurjo, EL ÑANDUTI, LA MUJER Y LA INFRAHISTORIA DEL PARAGUAY, opúsculo editado pela mesma Fundación Texo que, em 2018, recebeu a doação da importante coleção de peças de ñandutí de Annick Sanjurjo. A instituição mantém desde então em sua sede a "Sala Annick Sanjurjo de Arte Popular", onde expõe as peças de renda ñanduti juntamente com obras de mestres da arte popular e indígena do Paraguai.
Vídeo sobre a Sala Annick Sanjurjo
O livro "ÑANDUTI, ENCAJE DEL PARAGUAY", cuja primeira edição data da década de 1970, apresenta a trajetória da técnica espanhola introduzida no Paraguai e perpetuada pelas mulheres locais, traçando uma análise deste processo que viria a resultar num produto autóctone, o ñanduti paraguaio, e sua importância cultural. A obra mantem-se atual até hoje, continuando a contribuir com os novos estudos e pesquisas das rendas de tecelagem radial que se espalharam pelo mundo. Outros exemplares das obras serão doados e entregues à outras duas bibliotecas de museus dedicados ao tema Renda: para a Biblioteca do Museo y Centro Didáctico del Encaje de Castilla y León (Museo del Encaje de Tordesillas), Espanha, e Bibliotewca do The Lace Museum, de Sunnyvale, Ca, Estados Unidos, numa iniciativa do Coletivo Nhanduti de Atibaia, pela gestora Elizabeth Correa, no sentido de contribuir com a pesquisa e promoção dessa técnica que se encontra em processo de esquecimento.
Confira acima o vídeo da entrega.
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Annick Sanjurjo doou sua coleção de ñandutis para Fundação Texo, de Assunção/Paraguai, que em 2019 organizou a mostra CONSTELACIONES, com alguns dos exemplares mais representativos e que, no próximo mês de fevereiro, inaugura a SALA ANNICK SANJURJO que além da coleção da pesquisadora, abrigará obras de artistas populares.
Annick Sanjurjo é pesquisadora, nascida em Assunção e sua obra ÑANDUTI, ENCAJE DE PARAGUAY, de 1975, permanece sendo a obra seminal sobre a renda símbolo do Paraguai.
NHANDUTI DE ATIBAIA por ELIZABETH CORREA desde setembro último patrocina uma exposição permanente de Nhanduti na cidade de Socorro, SP. A pequena mostra é um tributo a Rosinha e Gladyz Vita, senhoras que trouxeram e introduziram a técnica na cidade em meados do sec.XX.
A família Vita, em contrapartida, cederá peças confeccionadas pelas precursoras para serem levadas até o Museu da Renda de Castilha e Leão, em Tordesilhas, Espanha, região que é berço dos "Soles", tecelagem ancestral que teria dado origem ao Nhanduti ou Renda Tenerife praticados na América e no Brasil.
Peças de Nhanduti de Socorro originais dos anos 1950 encontram-se expostas desde então no hall do Centro Administrativo “Profº Imir Baladi”, sede da Prefeitura, lembrando a importância que a atividade artesanal teve para o município e que vem sendo retomada, além de com a inauguração da vitrine pela Secretaria de Cultura, com outras iniciativas como a retomada da técnica por artesãs do Espaço do Artesanato e a aprovação de lei que declara o saber-fazer Nhanduti um patrimônio cultural do município.
A inauguração da vitrina permanente ocorreu no dia 22 de setembro num evento discreto devido às condições sanitárias, encontrando-se entre artesãs e familiares presentes, o secretário de Cultura, Sr. Fernando Murilo Silva, o vereador Tiago Faria, autor da lei do patrimônio e a Sra. Maria Lucia Fagundes, presidente do ICA, que também representou o responsável pela iniciativa, o coletivo NHANDUTI DE ATIBAIA.
peças Rosa e Gladys Vita - foto acervo Nhanduti de Atibaia
O nhanduti teria chegado na América e no Brasil a partir da Espanha, através da colonização. O NHANDUTI DE ATIBAIA por Elizabeth Correa é um coletivo que se dedica ao resgate e pesquisa da técnica desde 2004-5, tendo iniciado sua pesquisa pelo nhanduti ou renda tenerife, formato da técnica no Estado de S.Paulo, Brasil, estendendo depois o estudo pelas várias ocorrências da técnica na América e no mundo.
En Paraguay el mes de octubre trae consigo la conmemoración por el Día Nacional del Ñandutí, que es símbolo de la ciudad de Itauguá y representa al Paraguay.
El ñandutí en principio se realizaba con hilo fino y color blanco, luego, como el hilo fino y blanco es delicado y más costoso se empezó a confeccionar con hilos gruesos y multicolores.
El ñandutí tiene múltiples aplicaciones, para decoración, accesorios, aros, ropas, “El ñandutí es considerado como el rey de todas las artesanías paraguayas.”, menciona Lourdes Villalba Regúnega, directora de Cultura de la Municipalidad de Itauguá.
El origen del ñandutí es la historia de una aculturación, entre las técnicas artesanales de aguja e hilo provenientes de España. La poeta Josefina Plá sostenía que el ñandutí proviene de un encaje originario de las islas Canarias (los soles de Tenerife), que habría llegado a la región con la expedición pobladora de doña Mencia Calderón de Sanabria.
Hace parte de los festejos la muestra El Ñandutí, inspirada en los grandes pintores universales como Leonardo Da Vinci, Frida Kahlo, Salvador Dalí, Johannes Vermeer y Van Gogh, recreando las obras de arte: la Gioconda, Autorretrato Frida, La Navidad de Dalí, La joven de Perla, La noche estrellada y Girasoles, creada por las artesanas Norma Báez, Luisa Villalba y Zunilda Brítez, con la colaboración especial de la artista plástica Gabriela Fernández, que hubo lugar en el espacio cultural y librería Mainumby, nel Casco histórico de Itauguá.
Participante da 18 BID - Bienal Iberoamerica de Disegno, VRO é uma linha de indumentária para a área gastronômica e o público em geral que mistura um desenho moderno com texteis e rendas artesanais paraguaias.
A coleção se chama Yvytu Ñu, Vientos de Campo 2018, uma série que busca que a indumentaria profissional de cozinha alce vôos, tenha formas e incorpore a natureza. O trabalho da designer recolheu a essência da vida no campo, a frescura do vento, o céu e o verde.
De todas estas influencias surge uma palheta de colores con proeminência dos celestes, lilas, brancos, pardos e cinzas. Cortes modernos, frescos y juvenis vão para a cozinha nos aventais, gorros, e jaquetas com aplicações da renda nhanduti realizados por tecedeiras das cidades de Villeta e de Itaugua, na Grande Assunção.